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Fisioterapia alivia dores causadas pela síndrome miofascial e pela fibromialgia

Fisioterapia alivia dores causadas pela síndrome miofascial e pela fibromialgia

29 agosto 2012 - 15h00
Agencia Noticia


A síndrome da dor miofascial (SMD) e a fibromialgia (FM), dores crônicas que atingem o sistema musculoesquelético, são o assunto do estudo “Tratamento fisioterapêutico na síndrome da dor miofascial e fibromialgia” publicado na edição de abril/junho da Revista Dor. A pesquisa das fisioterapeutas Juliana Secch Batista e Lia Mara Wibelinger e da acadêmica do curso de fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, Aline Morás Borges, fez uma revisão literária com o objetivo de coletar e organizar informações sobre essas patologias.

De acordo com o artigo, a SDM é uma complicação localizada que tem como características áreas sensíveis ao toque, além da dor e da queimação, e pode originar de processos degenerativos, metabólicos ou inflamatórios. Ela costuma ser diagnosticada na região da cintura escapular, cervical ou lombar.

Como tratamento para minimizar os efeitos, as especialistas contam que é possível lançar mão de técnicas de liberação miofascial (massagem transversa, massagem de zona reflexa, por exemplo) e miofasciaterapia para soltar o músculo e a fáscia. Essas estratégias são medidas de pressão manual sobre as fáscias musculares que liberam as restrições. “A dor muscular pode ocorrer após o tratamento, sendo recomendado o uso de gelo, calor ou de corrente elétrica para seu alívio”, destaca a equipe no artigo. Vale lembrar que a reabilitação é longa e depende da parceria entre o fisioterapeuta e o paciente.

O estudo explica que a “FM é considerada uma doença crônica de difícil tratamento, que afeta, principalmente, mulheres entre 40 e 60 anos, uma faixa etária de atividade profissional produtiva”. Suas características são dores longas, com regiões de dor “tender points”, complicações relacionadas ao sono, rigidez e fadiga. Diferente da síndrome de dor miofascial, a FM não tem origem inflamatória e nem causa degeneração. “Por vezes, o nível da dor é tão intenso, que interfere no trabalho, nas atividades de vida diária e na qualidade de vida (QV) dos pacientes”, afirmam as autoras.

Segundo o estudo, a função da fisioterapia diante da FM é diminuir seus sintomas, controlar a dor e manter as habilidades funcionais do paciente. “Além disso, outra meta da fisioterapia deve ser o papel educativo, para que os ganhos da intervenção possam permanecer em longo prazo e os pacientes consigam se tornar menos dependentes dos cuidados de saúde”, esclarecem. Elas ainda narram a importância do exercício físico para o tratamento da FM: ele atua como ferramenta integral deste processo. Os exercícios aeróbicos, quando feitos de forma e na intensidade adequadas, melhoram a qualidade de vida do paciente.

“Os programas de fisioterapia promovem os maiores ganhos na diminuição do impacto dos sintomas da síndrome da dor miofascial e da fibromialgia na vida dos pacientes, daí a importância do trabalho multidisciplinar e educativo no qual o fisioterapeuta, participa informando e instruindo corretamente os pacientes”, ressaltam as autoras.

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