Menu
Busca quinta, 26 de novembro de 2020

Indústria fecha 2011 com expansão de apenas 0,3%, diz IBGE

31 janeiro 2012 - 13h29Por Folha Online
Abalada pelo câmbio desfavorável às exportações e benéfico à maior entrada de importados e a desaceleração da economia nos meses finais de 2011, a indústria cresceu pouco no ano passado e fechou o período com expansão de apenas 0,3%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ontem (30). Em 2010, a alta havia sido de 10,5%, resultado inflado pela recuperação acelerada no pós-crise de 2008/2009.

Fora a queda de 7,4% provocada pela crise global de 2008 e 2009, o resultado de 2011 é o pior para a indústria desde 2003, quando a produção avançou só 0,1% na esteira do choque cambial e da crise gerada pelo temor com as eleições presidenciais de 2002.

Avanço da produção industrial não anula perdas acumuladas, diz IBGE

De novembro para dezembro, a produção industrial subiu 0,9% na taxa livre de influências sazonais. Na comparação com dezembro de 2010, o setor teve retração de 1,2%, após uma queda de 2,5% em novembro.

Em 2011, os principais resultados negativos ficaram com ramos mais sensíveis à concorrência com importados, como têxtil (-14,9%), calçados e artigos de couro (-10,4%) e outros produtos químicos (-2,1%).

Por seu turno, ramos que dependem mais do dinamismo do mercado interno ainda se beneficiaram do consumo acelerado no primeiro semestre e registraram taxas positivas, como veículos automotores (2,1%), outros equipamentos de transportes (8%), indústria extrativa (2,1%) e minerais não metálicos (insumos para construção civil), com alta de 3,2%.

Sob a ótica das categorias de uso (agregação que considera o destino dos produtos), os melhores desempenhos ficaram com bens de capital (3,3%) --ramo que produz máquinas e equipamentos e sinaliza o ritmo dos investimentos na economia-- e bens intermediários (insumos e matérias-primas), cuja alta foi de 0,3%.

Já os bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) tiveram queda de -2% e bens semi e não duráveis (alimentos, vestuários e outras) tiveram queda de -0,2%.

De novembro para dezembro, os setores com resultados mais expressivos foram veículos automotores (5,2%), alimentos (3,9%) e equipamentos médicos e hospitalares (16,8%). Já as quedas de destaque ficaram com edição e impressão (-4%), têxtil (-4,6%) e vestuário e acessórios (-9,1%) --mais uma vez afetados pelo câmbio desfavorável.

Deixe seu Comentário

Leia Também

POLÍCIA
PM aprende cigarros contrabandeados
LEGISLATIVO
Projeto de Lei irá dar mais informações dos atos do poder executivo em MS
SAÚDE
Covid-19: ANTT define novas medidas para o transporte interestadual
JUSTIÇA
Indevida a cobrança de taxa de evolução da obra após fim da construção do imóvel