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Instituto firma parceria para pesquisa da vacina contra Dengue

Instituto firma parceria para pesquisa da vacina contra Dengue

27 julho 2011 - 12h19Por Fonte: Assessoria
A diretoria executiva da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), representando o governador André Puccinelli e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), reuniu-se nesta última sexta-feira (22) com a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Célia Maria Oliveira, o diretor regional de pesquisa clínica da Sanofi Pasteur, Pedro Garbes e o professor e representante da Fiocruz, Rivaldo Venâncio da Cunha.

A reunião, que aconteceu na reitoria da UFMS, teve como pauta a parceria firmada entre o governo do Estado, a UFMS e a empresa anglo-francesa de vacinas, Sanofi Pasteur, para o desenvolvimento da pesquisa de uma vacina tetravalente contra a dengue que, como o próprio nome sugere, irá proteger contra os quatro tipos de vírus de dengue existentes - DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

Testes da vacina já abrangem outras instituições do Brasil, da América Latina, Europa e Ásia. "Optamos por buscar a UFMS porque a Universidade possui condições interessantes para que possamos conhecer um pouco mais sobre a dinâmica da doença, visto que na região há grande incidência, além de ter acontecido em Mato Grosso do Sul uma epidemia, entre os anos de 2007 e 2008. Este é um estudo inicialmente epidemiológico e, posteriormente, um estudo com a vacina. A UFMS possui profissionais comprometidos e capacitados para a realização dessa pesquisa, além do professor Rivaldo, que é uma autoridade no assunto da Dengue e está sempre disposto a ajudar, realizando um excelente trabalho na Universidade", justifica o médico Pedro Garbes.

Já a reitora da UFMS expôs que, atualmente, a UFMS conta com 17 mil alunos de graduação presencial, 3 mil alunos à distância e mais de 2 mil alunos de pós-graduação. "Analisando essas quantidades, percebe-se que ainda temos poucas vagas oferecidas para a pós-graduação. Nosso grande desafio agora é conseguir mais recursos humanos; estamos lutando para conseguir mais 120 professores para investir ainda mais em educação e conhecimento", afirma.

Célia apresentou ainda aos visitantes um mapa de MS com a distribuição de todos os campi da Universidade, mostrando as grandes distâncias entre eles. "A interiorização é muito importante para unir as distâncias entre doutores, pesquisa e conhecimento, contribuindo para aumentar também o número de recursos para a universidade", finaliza.

Pedro Garbes complementou, dizendo que a empresa Sanofi Pasteur é anglo-francesa, ou seja, está muito distante do Brasil, além de que o próprio Brasil é muito extenso e caberiam vários países da Europa dentro dos Estados brasileiros, ainda sobrando espaço. "É necessário todo um papel educativo para que as pessoas entendam estas distâncias e dificuldades". Ele conta ainda que ficou surpreso com a região Centro-Oeste do Brasil, que está repleta de pessoas comprometidas e empenhadas em ajudar e receber melhorias e mais investimentos.

O diretor-presidente da Fundect, Marcelo Turine, salientou a importância de se investir em saúde, ciência e tecnologia em Mato Grosso do Sul e explicou que as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa - Faps possuem um bom relacionamento com o Ministério da Saúde, existindo inclusive o Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), que financia pesquisas em temas prioritários para a saúde da população, contribuindo para o aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS) e promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico em saúde em todos os Estados. "Ficamos felizes com essa importante parceria que prestará um bem social com a saúde da população", finaliza Turine.

A Sanofi Pasteur possui várias décadas de atuação no Brasil, na área de vacinas. Inicialmente as atividades eram voltadas para o suporte da Saúde Pública, mas entre 2008 e 2009 a empresa começou a lançar projetos para pesquisa e inovação. "Quando finalizarmos este projeto com a vacina tetravalente contra a dengue, poderemos voltar para Mato Grosso do Sul e trazer mais propostas de projetos de pesquisa e recursos da empresa", conclui Garbes.

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