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12 agosto 2011 - 17h31Por Fonte: Matéria
A Justiça aceitou o pedido de habeas corpus de quatro presos durante a Operação Voucher, da Polícia Federal, que investiga fraudes em convênios do Ministério do Turismo.

Entre os que receberam a liberdade está o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho. Os outros três são: Dalmo Antônio Tavares Queiroz, sócio das empresas Barbalho Reis Comunicação e Consultoria Ltda. e MGP Brasil Consultoria Empresarial Ltda; Gláucia de Fátima Matos, servidora do Ministério do Turismo; e o advogado Jorge Kengo Fukuda.

Eles são os primeiros dos 18 detidos preventivamente a conseguir liberdade. Ao todo, 36 pessoas foram detidas, mas 18 suspeitos presos temporariamente já foram soltos após prestar depoimento.

O juiz de plantão José Amilcar Machado negou o pedido de liberdade de outros três investigados: o empresário José Carlos Silva Júnior, Sandro Elias Saad, diretor da Ibrasi, e o também empresário Hugo Leal S. Gomes.

O número 2 da pasta, o secretário-executivo Frederico Costa continua detido em Macapá (AP), onde a polícia concentrou a investigação e os suspeitos prestaram depoimentos. A defesa dele já entrou com a ação pedindo a liberdade e aguarda a resposta do juiz.

A operação investiga o desvio de verba em convênios firmados entre o Ministério do Turismo e instituições, entre elas o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), para capacitação de pessoas no Amapá.

Segundo o diretor-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, o esquema de corrupção desviou cerca de R$ 3 milhões dos R$ 4,45 milhões destinados para o convênio que teria a finalidade de prestar serviços de capacitação aos servidores da pasta.

“A estimativa é de que um terço [do valor do convênio] teria sido aplicado. O restante teria sido desviado, mas isso só vai ser comprovado após a análise que será feita”, afirmou Teixeira durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Brasília, no dia da prisão.

De acordo com o diretor, “existem provas robustas” de que servidores e empresários seriam os beneficiados pelo desvio dos recursos públicos. “O que a gente sabe é que o dinheiro chegou às mãos deles através deste esquema [que usaria empresas de fachada].”

A operação foi realizada nos Estados de São Paulo, Amapá e no Distrito Federal. As investigações corriam desde abril.

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a instauração de um processo para apurar as possíveis irregularidades. O órgão recomendou também a suspensão, pelo prazo de 60 dias, de pagamentos a convênios na área de capacitação.

Fonte: UOL

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