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Médicos ameaçam demissão coletiva no HV de Dourados

Médicos ameaçam demissão coletiva no HV de Dourados

05 junho 2012 - 15h10
Diario MS


Os médicos que trabalham no HV (Hospital da Vida) ameaçam uma demissão coletiva caso a Prefeitura de Dourados não aumente os valores do convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde). Eles se queixam de péssimas condições de trabalho, causadas por um déficit de R$ 787 mil nos repasses mensais feitos pela Secretaria Municipal de Saúde. Hoje e amanhã os atendimentos na unidade hospitalar serão restritos a casos de urgência e emergência, como meio de protesto.

O descontentamento desses profissionais foi evidenciado no mês passado. No dia 22 eles promoveram um “Dia de Alerta”, no qual também restringiram os atendimentos. A queixa da categoria é direcionada à prefeitura, responsável pela gestão financeira do hospital. Neste caso, a administração municipal mantem convênio com o HE (Hospital Evangélico), que administra o HV.

“Aquilo que o Hospital Evangélico está recebendo da prefeitura é insuficiente e compromete o atendimento no Hospital da Vida”, explica Luiz Carlos de Arruda Leme, diretor clínico dos dois hospitais. Segundo ele, essa defasagem financeira torna caótica a situação no HV, com superlotação e falta de material. “O risco é para o paciente e para os médicos”, avalia.

Leme critica a postura da administração municipal, que desde o mês passado alega não ter conhecimento oficial das reivindicações feitas pelo corpo clínico. “A prefeitura está negociando com o Hospital Evangélico há anos; eles podem até alegar ignorância, mas nós temos atas de reuniões”, informa. “Como os ouvidos foram surdos àquilo que estamos solicitando, vamos nos mobilizar de um a dois dias”.

A mobilização iniciada hoje já havia sido anunciada no “Dia de Alerta” realizado no dia 22 de maio. “Não vamos deixar ninguém sofrendo, mas vamos atender somente urgência e emergência”, adianta. Outras ocorrências serão encaminhadas para unidades como o PAM (Pronto Atendimento Médico).
De acordo com Leme, a falta de avanços nas negociações com a prefeitura tem revoltado os mais de 100 médicos que atendem no HV. “Se forem mantidas essas condições, estamos estudando uma demissão coletiva”, garante, pontuando que “essa foi uma decisão tirada em assembleia”.

A Prefeitura de Dourados se pronunciou por meio da assessoria de comunicação e afirmou que “a Secretaria de Saúde não vai se pronunciar sobre a mobilização dos médicos porque, mais uma vez, não foi comunicada oficialmente pela direção do Hospital Evangélico”.

O diretor administrativo do HE, Maurício Rodrigues Peralta, disse que não iria se pronunciar e delegou ao diretor clínico dos hospitais a condição de porta-voz da mobilização.

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