Menu
Busca domingo, 24 de janeiro de 2021

Ministério da Saúde aponta falhas na UTI neonatal do HU

Ministério da Saúde aponta falhas na UTI neonatal do HU

12 setembro 2012 - 16h50
Douradosagora


Relatório do Ministério da Saúde aponta 22 falhas na UTI Neonatal do Hospital Universitário de Dourados, que é mantido pela Universidade Federal (UFGD). Estas unidades funcionam sem credenciamento do Ministério da Saúde o que impede que o Hospital obtenha qualquer tipo de recursos do governo federal para arcar com as despesas da UTI. Na última sexta-feira a direção do HU decidiu fechar a UTI Neonatal para pacientes de 34 municípios que são atendidos em Dourados. Além do problema da falta de financiamento, a direção alegou lotação e falta de um medicamento chamado Sulfactante, que auxilia na respiração dos prematuros.

De acordo com o Ministério da Saúde, no processo de credenciamento não foram apresentados os indicadores de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Outra pendência é que o monitor de pressão invasiva apresentou falta de manguito e por isto não está sendo realizado. O hospital também não possui estadiometro, oftamoscópio, otoscópio, capnográfo, material para drenagem liquórica, para aspiração traqueal, kit montado para punção lombar, para drenagem torácica (CME) e traqueostomia (CME), acesso venoso profundo, material para monitorização pressão venosa central, pressão arterial invasiva, sensor de oximetria neonatal, material para punção pericárdica, incubadora e cilindro de oxigênio para transporte; equipamento para monitorização contínua de múltiplos parâmetros, ventilador pulmonar específico para transporte e funcionário administrativo exclusivo para o setor.

De acordo com o Ministério da Saúde, independentemente de todas as pendências, o HU deverá iniciar um novo processo de credenciamento no processo Neonatal, tendo em vista que a nova portaria nº 930, em vigor desde maio deste ano, regulamenta a atividade na prestação de serviço conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde a última vistoria da Vigilância Sanitária não aprovou as condições da UTI Neonatal para fins de credenciamento. Uma nova análise deve ser feita assim que o Hospital informar ter sanado a problemática. O relatório é de 3 de agosto deste ano.

OUTRO LADO
O diretor do HU, Wedson Desidério, disse ao O PROGRESSO que já encaminhou um plano de ação ao Ministério da Saúde se disponibilizando a resolver os problemas encontrados na UTI Neonatal. Segundo ele, o prazo é de 180 dias para que a Unidade esteja sanando estas pendências. Desidério informou que muitos itens já foram solucionados e que os faltantes não impedem o funcionamento da UTI. Segundo o diretor, tanto o Ministério da Educação, quanto da Saúde, e Ministério Público estão acompanhando todos os processos do Hospital para obter o mais rápido possível o credenciamento junto ao SUS. Desidério acredita que no período de 4 meses haja nova vistoria e desta vez o Hospital seja habilitado em relação as UTIs.

FECHAMENTO
O diretor explicou que até ontem o medicamento Sulfactante ainda não havia chegado e que por esta razão a direção mantinha a decisão de manter fechada a unidade para a macrorregião. Mesmo assim, segundo Desidério, nenhuma criança que chegou no hospital deixou de ser atendida. O diretor reafirmou a lotação na UTI e a crise financeira pelo qual passa a Universidade. “Estamos contratados pelo município para atender uma demanda que custa R$ 2,1 milhões. No entanto mês a mês temos um gasto maior devido a demanda crescente. Hoje nossa dívida chega a R$ 3 milhões”, destaca.

Deixe seu Comentário

Leia Também

ECONOMIA
Pendências com o Simples atingem quase dois terços das empresas
PONTA PORÃ
Após tentativa de homicídio, Polícia Militar apreende submetralhadora 9mm
SAÚDE
Boletim Covid-19 deste sábado registra óbitos em 12 municípios
REGIÃO
PMA autua dois em R$ 3 mil por abandonar cachorro em estrada