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Morre segunda vítima de incêndio em prédio de Campo Grande

04 outubro 2011 - 16h00
Morre segunda vítima de incêndio em prédio de Campo Grande

Campograndenews


Foi confirmada a morte da defensora pública Kátia da Silva Soares Barroso, de 37 anos, segunda vítima do incêndio ocorrido no último domingo (2), em um prédio de Campo Grande.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Kátia estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da cidade e morreu na madrugada desta terça-feira (4).

Ainda segundo informações da assessoria de imprensa, o corpo da vítima permanece no hospital para a retirada de órgãos que serão encaminhados para doação.

Kátia morava no 17º andar e teria tentado descer pelas escadas de emergência com o marido e o filho. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, eles não conseguiram chegar ao andar térreo porque inalaram grande quantidade de fumaça e desmaiaram.

O marido da vítima, Francisco José Soares Barroso, que também é defensor público, continua internado em estado grave no mesmo hospital onde a esposa estava internada. Já o filho, de sete anos, passa bem e aguarda para receber alta na enfermaria infantil do hospital Santa Casa.

Outro morador do prédio permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de uma clínica particular de Campo Grande. O estado de saúde dele não foi informado.

Morte
O publicitário Giovanni Dolabani Leite, de 24 anos, foi a primeira vítima do incêndio. Ele era deficiente físico e andava com a ajuda de muletas. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele morreu asfixiado enquanto tentava escapar pela escada de emergência do edifício.

Incêndio
O incêndio ocorreu na madrugada de domingo (2), em um apartamento do 9º andar do prédio, que fica localizado na rua Amazonas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio foi controlado em 30 minutos e foram utilizados cerca de três mil litros de água. Foram enviadas 12 viaturas para o local 40 brigadistas trabalharam para conter o fogo e nos resgates.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, a situação foi agravada porque os moradores entraram em pânico e deixaram as portas corta-fogo abertas, por isso toda a fumaça invadiu os corredores da saída de emergência. “No momento do desespero as pessoas continuaram descendo as escadas, onde já havia muita fumaça. Por isso muitos passaram mal, desmaiaram e também tiveram que ser resgatadas”, explicou o tenente Reginaldo de Moraes.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros o motivo que teria originado o fogo ainda não foi descoberto. Há suspeitas de que possa ter sido um vazamento de gás no apartamento.

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