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Novo ministro do Esporte defende PC do B e Orlando

Novo ministro do Esporte defende PC do B e Orlando

31 outubro 2011 - 21h18Por Folha Online
O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tomou posse ontem (31) no lugar de Orlando Silva, que deixou o governo em meio a denúncias de corrupção na pasta.

Aldo saiu em defesa de seu antecessor ao afirmar que ele é "mais que inocente". "Talvez mais que inocente, vítima das consequências da luta social e política."

Ele afirmou aceitar com humildade o desafio. "Assumo essa responsabilidade com humildade, um desafio que talvez esteja acima da minha capacidade."

O novo ministro ainda saiu em defesa de seu partido, o PC do B. "Meu partido não está acima das críticas, está aberto a aceitar os reparos e a procurar a corrigir deformidades e desvios, mas constitui a continuidade de uma herança histórica, a luta pela igualdade, pelos direitos, pela democracia."

Aldo também destacou que assume o ministério no Dia do Saci, mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.

Orlando, ao passar o cargo para Aldo, reafirmou sua inocência e disse que continuará a defender sua honra.

"Sou inocente e vou continuar defendendo minha honra, meu governo e meu partido [PC do B]. Evidências vão surgir da minha inocência."

ENTENDA O CASO


A crise no Ministério do Esporte teve início após a denúncia de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes.

A acusação foi feita à revista "Veja" pelo policial militar João Dias Ferreira. Ele e seu motorista disseram em entrevista à revista que o então ministro Orlando Silva recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.

Orlando tem desqualificado o policial militar em entrevistas e nas oportunidades que falou do assunto e disse que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das denúncias.

O Esporte disse que Ferreira firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.

Orlando deixou o governo na semana passada.
Após ser confirmado na pasta, Aldo cancelou sete convênios do programa Segundo Tempo.

Os contratos suspensos somam R$ 9,4 milhões e alguns deles envolvem instituições ligadas ao PC do B citadas em escândalos nos últimos dias.

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