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Palmeiras gasta cerca de R$ 1,8 milhão em 2011 com jogadores e técnicos que deixaram o clube

03 novembro 2011 - 22h06Por BOL
O presidente Arnaldo Tirone carrega o discurso de que o primeiro ano de sua gestão foi para sanar as dívidas e 2012 será bem mais promissor no futebol com contratações de peso. Mas a diretoria ainda sofre para pagar a dívida herdada da gestão Luiz Gonzaga Belluzzo. Apenas de janeiro e setembro, o Palmeiras gastou pelo menos R$ 1.796.106,96 para pagar jogadores e técnicos que nem defendem mais o clube.

A quantia está registrada no documento batizado pela diretoria de "Composição das Dívidas Contraídas em 2010 e Pagas em 2011". O UOL Esporte teve acesso ao relatório que faz a distinção entre as ‘dívidas feitas durante a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo e pagas na administração Arnaldo Tirone’.

Na lista, constam nomes badalados como Muricy Ramalho e Vágner Love, misturados aos de atletas que muito torcedor palmeirense nem lembra mais.

O atual técnico do Santos é justamente o ex-funcionário que mais recebeu do clube alviverde em 2011. A título de direitos de imagem, a Muricy Serviços teve direito a três parcelas de R$ 121.314, 00. Em julho, a empresa do treinador não foi paga, mas em agosto o valor dobrou para R$ 242.628, 00. O parcelamento foi acordado na demissão do técnico, em fevereiro de 2010.

O segundo "ex" mais bem pago do Palestra Itália já estava bem longe quando Muricy foi contratado. O vínculo do colombiano Muñoz com a equipe terminou em 2007, mas só agora a rescisão pesou nos cofres do clube após parar na Justiça Trabalhista.

Em 2007, Muñoz estava emprestado ao Coritiba que o devolveu. Mas o Palmeiras não quis o atleta de volta e o liberou com a obrigação de pagar os salários atrasados. O caso parou na Justiça. No ano passado, Muñoz teve direito a embolsar R$ 320 mil do clube, mas só neste ano teve acesso ao dinheiro dividido em uma parcela de R$ 80 mil e seis de R$ 40 mil. Também na Justiça, o atacante Keirrison levou em setembro R$ 17 mil.

Em terceiro lugar, aparece um prejuízo que é fruto da política de tentar resgatar ex-ídolos e da hostilidade da torcida. Após ser agredido por torcedores, Vagner Love deixou o Palmeiras em janeiro de 2010, mas recebeu R$ 220 mil como direitos de imagem em abril de 2011, segundo o relatório.

Outro caso de “pagou, mas não usou” envolve uma decisão de Felipão. A Rodgon Brasil, empresa que cuida da carreira de Lincoln, recebeu em setembro R$ 171.463,28. Em agosto, por estar fora dos planos do técnico, ele foi emprestado ao Avaí. Vale ressaltar que o documento não registra salários que o clube continua pagando aos atletas que saíram por empréstimo.

Outros nomes com quem o Palmeiras gastou sem que pisassem no clube parecem ter saído de uma sessão “Por onde anda?”. Entre eles estão Tadeu, Paulo Henrique, Washington e Marquinhos.

Muricy Ramalho não é o único treinador que recebeu dinheiro do time em 2011 mesmo sem defender o clube. Antônio Carlos Zago, demitido em maio de 2010, embolsou, entre julho e setembro, R$ 60 mil divididos em duas parcelas de R$ 10 mil e uma de R$ 40 mil. A quantia foi paga como direito de imagem.

O diretor de planejamento do Palmeiras Walter Munhoz diz que a dívida total herdada pelo clube da gestão passada é de R$ 200 milhões, sendo que R$ 50,5 mi já venceram. O clube alega que já foram gastos R$50,5 milhões apenas com despesas antigas que envolvem ex-jogadores, técnico, empresários, empréstimos bancários e fornecedores.

"A gestão Tirone está tendo muito trabalho para sanar as dívidas. Trabalhamos junto com o planejamento para captar mais recursos. Conseguimos novos patrocínios e, principalmente, renegociamos grande parte da dívida sem multa, juros, correção e prazos de 12 meses para melhorar o fluxo. O marketing também tem feito trabalho importante na captação", disse.

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