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Pecuária orgânica precisa de incentivos fiscais para crescer no Brasil, afirma ABPO

Pecuária orgânica precisa de incentivos fiscais para crescer no Brasil, afirma ABPO

15 junho 2012 - 10h50
Divulgação (TP)

Apenas os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso concentram a produção de pecuária orgânica no Brasil, com 60 mil cabeças, criados em 115 mil hectares. Para ampliar a participação no mercado externo, a atividade precisa de investimentos e incentivos fiscais. É o que a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) apontou hoje (15) durante a reunião técnica “A segurança alimentar do produtor ao consumidor e o acesso aos mercados internacionais”, realizada na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), em Campo Grande (MS).


“Nosso produto tem o diferencial da sustentabilidade e isso é atrativo internacionalmente. Precisamos de outras atividades de produção orgânica certificadas para ampliar a participação do Brasil no consumo mundial”, analisa o vice-presidente da ABPO, Nilson Barros. O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, avalia a produção orgânica como um desafio emergente. “O produtor rural tem competência e comprometimento. É preciso agregar conhecimento, informação e viabilizar mercado”, disse.


Para Alberto Mancuso, do Instituto Caporale, da Itália, a demanda crescente por proteínas e a busca pela produção que respeite o meio ambiente são fatores que podem facilitar expansão do produto brasileiro no mercado europeu. “Mas para entrar nesse mercado é preciso estar atento a legislação que tem regras bem rígidas quanto à segurança alimentar”, complementa Mancuso. “Mato Grosso do Sul já conquistou o status de Zona Livre de Febre Aftosa com vacinação e isso comprova nossa eficiência sanitária. Nosso trabalho agora é procurar mecanismos para incentivar a produção e certificação orgânica no Estado”, disse a secretaria de Estado de Produção e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina.


A reunião técnica, promovida pela ABPO, contou ainda com palestras sobre as oportunidades e vínculos já estabelecidos entre o Brasil e a Europa, sobre diretrizes de segurança alimentar internacional e regras de acesso aos mercados estrangeiros.

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