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Perícia descarta hipótese de incêndio criminoso em prédio de MS

Perícia descarta hipótese de incêndio criminoso em prédio de MS

21 outubro 2011 - 16h40
G1


A perícia descartou a hipótese de que o incêndio no edifício Leonardo da Vinci, que matou duas pessoas intoxicadas com a fumaça e deixou outras três internadas, em Campo Grande, foi criminoso. O chefe do Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística, Amilcar da Serra, afirma que existem várias hipóteses para a origem do fogo, mas o laudo ainda depende do resultado de exames e não tem previsão para ser concluído.

Serra, afirma que os vestígios encontrados no apartamento onde o fogo começou e depoimentos dos moradores serão essenciais para a conclusão do trabalho dos peritos.

“A gente não descartou completamente a sobrecarga de energia, mas temos outras possibilidades que se ajustam melhor nos vestígios. Nós sabemos que começou na cozinha, mas se foi na geladeira, no fogão ou no armário não sabemos. Temos um caminho, mas ainda não podemos afirmar com certeza”, disse ao G1 o perito.

No dia do incêndio, segundo ele, há relatos de que o filho dos donos do apartamento avistou a fumaça da casa da namorada, alguns andares acima. Ele desceu para alertar os pais e abriu portas e janelas, deixando a fumaça escapar para fora do edifício. Serra afirma que se ele demorasse a chegar, uma explosão poderia ter acontecido.

“Era uma área confinada, o fogo foi avançando e esgotou o oxigênio. Ficou queimando de forma incompleta, liberando fumaça. O fogo progrediu quando a porta foi aberta e alimentou o ambiente com oxigênio. Isso é comum de acontecer, mas chega a uma temperatura que se qualquer um abrir um vidro ou uma porta, ocorre uma reação em cadeia e o fogo consome o oxigênio muito rápido, que nada mais é do que uma explosão”, explica Serra.

Duas pessoas morreram por causa do incêndio. O publicitário Giovanni Dolabani Leite, de 24 anos, era deficiente físico e andava com a ajuda de muletas. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele morreu asfixiado enquanto tentava escapar pela escada de emergência do edifício.

A segunda morte foi da defensora pública Kátia da Silva Soares Barroso, 37 anos, que ficou internada, durante três dias, na Clínica Campo Grande. O marido dela, Francisco José Soares Barroso, e o servidor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Eudovando Barbosa Silveira, permanecem internados.

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