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Operação da PF apreende 14 veículos e 25 imóveis de família investigada em Corumbá

13 julho 2012 - 13h40
Diário Online

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (12), na sede da Delegacia da Polícia Federal de Corumbá, o delegado Dante Pegoraro Lemos, de Campo Grande, que comanda as investigações da Operação Kalifa's afirmou que o inquérito "vem desde o ano de 2008, já foi realizada perícia na contabilidade dos investigados e foi constatado que há um disparate entre a renda e os bens declarados". A operação foi batizada com o nome de Kalifa's para fazer alusão à empresa da família, que ainda segundo o delegado, tem cinco membros sob investigação, embora não tenha declarado os nomes deles.

Dante Lemos explicou que a ação desta quinta-feira, foi deflagrada em Corumbá pela superintendência da Polícia Federal de Campo Grande, em decorrência de um inquérito policial da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Financeiros, que investiga crimes de lavagem de dinheiro de uma família na cidade".

Foram executados 14 mandados de sequestro de veículos e 25 imóveis também com mandados de sequestro. "Havia a notícia de que haveria gado em nome da família, porém, não foi constatada a existência desse gado, o que entra em contradição com a fonte de renda declarada pelos investigados. Essa situação, do gado, será investigada, tendo em consideração que essa declaração é antiga e não foi a situação encontrada pela Polícia Federal hoje. Portanto, será investigado se esse gado existiu ou não", disse o delegado.

Segundo ele não há nenhum pedido de prisão preventiva ainda e os suspeitos não serão levados a Campo Grande para prestar depoimento. "Isso será feito oportunamente por ocasião do indiciamento", afirmou. Ele explicou que os investigados foram à Delegacia de Polícia Federal de Corumbá por outras circunstâncias e que "uma delas estava com uma arma e munições. Porém essa foi uma situação tratada à parte e houve o pagamento de fiança".

Na semana passada outra operação da Polícia Federal levou 40 pessoas para a delegacia da PF. Elas estavam em duas boates que pertenceriam à família investigada, prestaram depoimento e depois foram liberadas. A investigação levantava suposições sobre tráfico de drogas, tráfico de pessoas, favorecimento à prostituição. O delegado Alexandre do Nascimento que comandou a operação disse que ficaram comprovados os crimes de favorecimento à prostituição e contrabando, já que nas boates foi encontrada grande quantidade de bebida que provavelmente foi trazida da Bolívia para comercialização.

Na oportunidade, o vereador Munir Ramunieh, que é candidato a prefeito em Ladário pelo PMDB, também prestou depoimento, mas ele disse que havia se afastado da boate desde 2006 e que seus irmãos Samir e Sandro estariam no comando. Munir afirmou que não tem qualquer vínculo com a empresa que a PF considerou como casa de prostituição e que é gerenciada por sua família. Ele mantém em Ladário o Motel e Pousada Pantanal, cujos 40% da empresa foram declarados em seu registro na Justiça Eleitoral.

Dante Pegoraro Lemos garantiu que a Operação Kalifa's nada tem a ver com a operação da semana passada. "Essa operação não está ligada com essa das casas noturnas, em princípio", afirmou. "O próximo passo será realizar uma perícia contábil complementar, realizar os indiciamentos e depois ouvir os investigados. Não conseguimos ainda avaliar os bens apreendidos nesta operação. Nosso objetivo é constatar o volume de valores movimentados que não possuem justificativa de origem lícita", disse o delegado se referindo à Operação Kalifa's, complementando que "não podemos afirmar que há associação da família com o tráfico de drogas".

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