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Presos fabricam móveis para ala ambulatorial em Ponta Porã

Presos fabricam móveis para ala ambulatorial em Ponta Porã

26 julho 2011 - 10h17Por Fonte:Assessoria
Foi inaugurado ontem, a ala ambulatorial Rosângela Pereira, no Centro Regional de Especialidades Dr. João Kayatt. O local, que atende 7 mil pessoas mensalmente, vai receber uma nova mobília. Os móveis de madeira foram feitos por internos da Unidade Prisional Dr. Ricardo Brandão, o presídio masculino de Ponta Porã.

Ao todo, os internos fabricaram nove armários de madeira maciça. “Eles serão utilizados para guardar as fichas contendo os prontuários dos pacientes atendidos”, informou Dra. Patrícia Caetano, diretora do Centro Regional de Especialidades Dr. João Kayatt, que destacou a parceria com a Unidade Prisional Dr. Ricardo Brandão: “esta parceria é muito importante porque, através dela, a Prefeitura apóia o trabalho de reinserção dos presos à sociedade. No presídio eles aprendem ou aprimoram uma profissão e, quando concluírem a pena imposta pela Justiça, estarão aptos para trabalhar aqui fora. Além disso, os móveis fabricados para o Centro de Especialidades são de primeira qualidade e nos proporcionou uma redução no custo”, afirmou.

A fabricação dos móveis para o Centro de Especialidades ampliou a parceria da Prefeitura com a Agepen, órgão estadual ao qual a Unidade Prisional Ricardo Brandão está subordinada. Os presos já recuperam carteiras utilizadas nas escolas municipais. Também já confeccionaram bolas utilizadas em projetos sociais da Fundação de Cultura e Esporte.

Recentemente a Prefeitura repassou uma betoneira, equipamento utilizado na fabricação de tijolos ecológicos: “os tijolos são trocados por materiais de construção que utilizamos para ampliar e melhorar a estrutura física do presídio. Também por produtos de higiene e limpeza”, informou o diretor, Rodrigo Borges.

40% dos internos trabalham todos os dias
Quase metade dos detentos que cumprem pena na Unidade Prisional Dr. Ricardo Brandão, em Ponta Porã, deixa as celas todos os dias para trabalhar. As atividades são desenvolvidas na cozinha, na horta do pátio do estabelecimento, na olaria, na marcenaria e também numa sala onde foram instalados equipamentos de costura.

Nela, os detentos fabricam uniformes que são utilizados pelos colegas. Também atendem encomendas de uma empresa da cidade. Na semana passada, por exemplo, em meio dia de serviço, os presos fabricaram uma bandeira gigante do Estado de Goiás.

A bandeira, com 8 metros de comprimento, foi encomendada pela empresa que montou os equipamentos dentro do presídio. Eles também já confeccionam uniformes para empresas como a Petrobrás e ainda sacolas ecológicas.

O trabalho reduz a pena a ser cumprida pelo detento, além de proporcionar renda. “Cada detento recebe 3 quartos de um salário mínimo por mês, além da remissão de pena. Três dias de trabalho representam um dia a menos dentro do presídio”, explica o diretor Rodrigo Borges.

Na marcenaria, pelo menos nove detentos são remunerados. O presídio possui 330 internos. 145 trabalham. Um índice que destaca a unidade penal de Ponta Porã no contexto estadual.

O número de internos trabalhando poderia ser maior se a estrutura do local permitisse: “nosso objetivo é proporcionar ao detento uma nova oportunidade. Aqui, a pessoa pode aprender ou aperfeiçoar o conhecimento numa determinada profissão. Com isso, se capacita para trabalhar, quando estiver lá fora, uma vez que a pena não é eterna”, declarou Borges.

Um dos detentos, Hênio Teixeira da Silva, responsável pelos trabalhos na marcenaria, elogia a visão da direção do presídio: “o nosso diretor acreditou em nós. Deu a oportunidade de trabalhar, produzir. Vamos sair daqui muito melhores, porque hoje nos sentimos úteis à sociedade”, garantiu.

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