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Projeto vai apontar índice de inflação do agronegócio de MS

15 agosto 2012 - 13h50
Divulgação (TP)

Os valores que compõem o custo da produção agropecuária de Mato Grosso do Sul e o índice de inflação gerado a partir dos preços que impactam nas cadeias produtivas estão sendo levantados em Campo Grande (MS) e em outros 21 municípios do Estado. O levantamento faz parte do projeto Indicadores Econômicos que irá apontar, entre outros dados, o Produto Interno Bruto (PIB) por cadeia de produção e o Valor Bruto de Produção (VBP) das principais commodities do Estado. O projeto é desenvolvido pela Famasul e Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja), e conta com parceria do governo do Estado e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Em Campo Grande, uma equipe da Unidade Técnica da Famasul visita os estabelecimentos agropecuários para apresentar o projeto. No interior, a iniciativa conta com o apoio dos sindicatos rurais e será realizada em setembro. Na visita, os valores levantados referem-se aos principais insumos. “Na pecuária de corte e de leite, o que tem impactado são a alimentação concentrada e a mão-de-obra. Nas demais cadeias, o preço do farelo de soja e milho, que tem tido valorização no mercado, está aumentando o custo da produção no Estado”, explica Adriana Mascarenhas, economista e assessora técnica da Famasul.

O preço do frete e a situação dos estoques e armazéns também estão entre os dados a serem levantados. De acordo com Adriana, atualmente os preços são coletados mensalmente através do projeto Campo Futuro, desenvolvido pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Famasul e sindicatos rurais. “O que vamos fazer é um refinamento das informações com a exclusividade do indicador do índice de inflação mensal, colaborando para o trabalho que já é feito em todo o país, tornando-se uma ferramenta para o produtor avaliar sua gestão e nortear decisões”, complementa.

As cadeias produtivas contempladas pelo estudo da Famasul, Aprosoja/MS, UFMS e UFPR são de bovinocultura de corte, leite, cana de açúcar, soja, milho e silvicultura. Uma das metodologias adotadas pelo projeto Indicadores Econômicos é a formação da Matriz Insumo Produto (MIP), que vai levantar, além do preço dos insumos, dados como taxas de câmbio, impostos, valor de mão de obra, entre outros. “Trata-se de um conjunto de informações detalhadas sobre a estrutura produtiva do Estado que vai permitir avaliar os bens intermediários e finais. Essas informações auxiliam nas análises econômicas para fomentar políticas públicas mais assertivas”, finaliza.



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