22/02/2012 14h59 - Atualizado em 22/02/2012 16h30

PSDB tenta ofuscar movimento do PMDB trazendo Aécio a Campo Grande em março

 

Conjuntura Online

 

O PSDB tenta ofuscar movimento do PMDB, previsto para março, no qual o governador André Puccinelli fará o anúncio oficial do candidato do partido à prefeitura de Campo Grande. A estratégia da cúpula tucana é promover no mesmo mês grande "reboliço" político na Capital com a presença do senador e presidenciável do partido Aécio Neves (MG).

Embora tanto o PMDB quanto o PSDB ainda não definiram a data certa para o lançamento da candidatura do deputado federal Edson Giroto e para a vinda do senador, os dois eventos devem marcar a grande arrancada rumo ao confronto entre os dois grupos políticos, que de aliados passarão a ser adversários na campanha eleitoral deste ano.

O PSDB confirmou a vinda de Aécio, em março, a Capital, onde ministrará uma palestra sobre gestão pública durante o seminário “Pensando Campo Grande”, organizado pelo comando municipal e regional do partido.

Na prática, além dar aula de gestão pública a tucanos, o senador virá participar de uma mobilização pró candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja à sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), conforme atesta o presidente do diretório de Campo Grande, Carlos Alberto de Assis.

Aécio, que se prepara para concorrer à sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014, deve vir a Campo Grande como estratégia para motivar também os pré-candidatos do partido aos cargos proporcionais.

Essa é a segunda vez que o comando partidário anuncia a vinda do presidenciável, no entanto, o encontro não ocorreu sob alegação de problemas de compatibilidade na agenda do senador.

Para alavancar a candidatura do partido, outras lideranças nacionais tucanas devem vir ao Estado este ano e ao longo da campanha eleitoral de 2012, cujo calendário de eventos está sendo elaborado pela cúpula partidária.

Na verdade, os tucanos devem aproveitar os meses que antecedem as eleições municipais para apresentar seu eventual representante na corrida sucessória rumo ao Palácio do Planalto em 2014, mesmo que para isso ainda tenha que convencer o ex-governador de São Paulo, José Serra, a sair no páreo.

Derrotado para Dilma no segundo turno da disputa presidencial, Serra também está sendo aconselhado a concorrer à prefeitura da capital paulista nas eleições de outubro.

Em 2010, Dilma venceu as eleições no 1º turno com 46,5% dos votos válidos e disputou o 2º turno com José Serra, que cravou 32,7%.


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