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Que tal criar o GPDQD...! por, Waldemar Gonçalves - Russo

12 novembro 2011 - 13h46Por Waldemar Gonçalves
Em Dourados atuando como repórter policial, onde vivenciei e
registrei fatos em que milhares de famílias se alto destruíram por ter um
ou mais filhos usuários de drogas em suas casas, há cerca de cinco anos
ou mais, fiz em uma matéria, após a detenção de um usuário que tinha
os pais digamos assim, bem financeiramente, um alerta no programa
de rádio na qual trabalhava, sobre o avanço do consumo do cráck na
classe média e alta e levei um pau daqueles de alguns críticos, uma vez
que muitos entenderam que eu estaria exagerando, pois a droga seria
meramente de uso dos pobres !.

Na época inclusive, um jornalista -e professor- que até então
respondia pela direção da redação do jornal na qual também eu
trabalhava; grande protetor da sociedade douradense quando alguém
deles cometia um delito e que por isso deveria ser tema de uma
reportagem policial, foi um dos meus críticos, tanto que não deixou sair à
parte do texto, onde informava de forma clara e direta de que a terrível
pedra de cráck já estava entrando na vida da classe alta e média, sob
alegação de que o texto em si na qual produzi, poderia colocar a camada
endinheirada digamos assim, em estado de pânico.

Hoje lamentavelmente o que previ lá atrás é uma triste realidade,
pois é de conhecimento que muitas famílias da classe média e alta
estão assim como as menos favorecidas, sofrendo em seus lares, por
ter um ou mais filhos -filhas também- atolados no consumo de drogas,
principalmente desta maldita droga, chamada de cráck!

Baseado nas citações acima, entendo que assim como existe há
anos a entidade do AA (Alcoólatra Anônimo), que em muito ajudou e
está ajudando, as pessoas que lutam para deixar o alcoolismo, penso que
seria o momento oportuno de se criar uma entidade em nossa cidade,
para se debater em conjunto, este terrível problema de saúde de nossos

adolescentes, que foi causado ou é causado pelo alto consumo de drogas,
em especial o cráck, na qual fizeram ou fazem de refém dos malditos
traficantes que atuam dia e noite em diversos pontos de nossa cidade.

Entendo também que infelizmente as autoridades policiais, em que
pese os seus esforços, não estão conseguindo em um todo, combater
os diversos pontos de vendas de drogas em nossa cidade, em especial o
cráck, e claro, mandar estes malditos traficantes que teimam em ganhar
dinheiro fácil à custa de muita dor de centenas de famílias, vendendo a
maldita droga para os jovens, para trás das grades, ou até mesmo, para as
profundezas do inferno.

Isto posto, acredito que está na hora da sociedade organizada, clubes
de serviços em especial, associações de moradores, a classe política, OAB,
Poder Judiciário, Ministério Público Estadual e Federal, enfim, se juntarem
com aqueles pais que tem -ou tiveram- algum de seus entes queridos
envolvidos com o consumo de drogas, e criar em Dourados o GPDQD
(Grupo de Pais de Dependentes Químicos de Dourados) para debater o
problema da droga na cidade!

No meu entender, este GPDQD seria um meio amplo e legal de
não só debater o problema que cada um dos filhos vem causando -ou
causou- por estarem “atolado até o pescoço” com drogas, mais também a
oportunidade de cada um dos pais receberem em troca, um apoio moral,
psicológico e orientações coletivas, após cada um, a seu modo, abrir o
coração, e explicar de que forma a sua família está sofrendo em seus lares
por ter um de seus membros com este terrível problema de saúde.

Em conjunto, entendo que cada um deve trocar informação com
um só objetivo, arrecadar o máximo de informação com os problemas de
envolvimentos de seu filho com as drogas.

Que os pais de coração aberto admitam o problema que o maldito
traficante causou em suas vidas, e se unam para debater este mal.

Posteriormente aos debates, que os pais elaborem um
demonstrativo de cada um dos seus dramas familiar pela doença
contraída pelo usuário em seu lar, graças à maldita ganância dos

traficantes que insistem em atuar em nossa cidade, e encaminham-nos
para as autoridades competentes, para que eles tenham acessos aos
sofrimentos de cada uma das suas famílias que sofrem com isso, quem
sabe assim, a ofensiva contra as drogas em nossa cidade, passe a ser de
fato, uma prioridade para os nossos organismos policiais e não paliativas
como está sendo tratado o combate aos malditos traficantes nos dias de
hoje!

Depois dessa, parei ! Fui...! Mais volto, se volto...!



*Waldemar Gonçalves, o Russo é jornalista e membro do

SINJORGRAN (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)

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