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Revista nacional traz os oito novos 'donos do tráfico' com atuação no MS

23 outubro 2011 - 20h56Por GD News
Os “Novos Donos do Tráfico” brasileiro atuam principalmente na fronteira Brasil/Paraguai do Mato Grosso do Sul. É o que afirma reportagem da Revista Época.

Nomes conhecidos dos noticiários policiais sul-mato-grossense são apontados como os chefões das drogas que movimentam milhões de reais no território nacional. São apontados como os oito maiores traficantes: Luiz Carlos Rocha (Cabeça Branca), Jarvis Chimenez Pavão, Lourival Máximo da Fonseca (Tião), Huber Rivero (Alcalde), Paulo José de Vieira Melo (Paulo Seco), Irineu Domingo Soligo (Pingo), Maxmiliano Munhoz Filho (Max) e Carlos Caballero (Capilo).

Segundo a reportagem, esses homens representam uma nova geração de traficantes, que se comparados à Fernandinho Beira Mar ou Escadinha, são menos violentos e mais discretos, porém, se necessário mandam matar sem piedade. Todos têm em comum o fato de atuarem como homens de negócio, agricultores, entre outras atividades para despistar a polícia.

“Eles cruzaram as fronteiras de nações vizinhas, se instalaram por lá e, com a proteção de autoridades locais corruptas e diante da leniência do Estado brasileiro, inundam as cidades do país todos os anos com toneladas de cocaína e pasta-base de coca, a matéria-prima para a produção do crack – o entorpecente que mais mata hoje no Brasil”, afirma a Época.

A investigação mostrou ainda que há bases desses acusados de tráfico no Paraguai, na Bolívia, na Colômbia e até mesmo na Venezuela, onde eles “terceirizariam” o serviço.

O Brasil do crack

O Brasil é o recordista das Américas quando o assunto é a apreensão de crack (374 kg em 2008). A cocaína também se popularizou. Se em 2004 foram apreendidos oito toneladas, em 2010 foram 27 toneladas. Boa parte dela entrou pelas rodovias do Estado e por propriedades rurais do Mato Grosso do Sul, onde os traficantes lançam o produto de aviões pequenos, voando abaixo do radar.

Esse movimento dos novos traficantes seria resultado do vácuo deixado por Fernandinho Beira Mar, pois, muitos deles que eram taxados como pertencendo à uma sub-categoria do tráfico, emergiram após a “queda” de Beira Mar em 2001.

Onde estão os novos traficantes?

Cabeça Branca: atua em MS, MT, SP, RJ e Europa. Foragido da Justiça brasileira e paraguaia. Estaria vivendo em algum lugar no Estado paraguaio de Amambay, onde Pedro Juan, fronteira com Ponta Porã é capital.

Jarvis Pavão: atua no RS, SC, MT, MS e SP. Condenado à 17 anos e oito meses de prisão em SC está preso no Paraguai e aguardando extradição. A reportagem informa que ele continua comandando o tráfico de dentro da Penitenciária de Tucumbu em Assunção.

Tião: atuaria em MS, MT, SP, GO, MA, BA e DF. Foragido da Justiça que estaria escondido na Bolívia.

Alcalde: atuaria no MT, RO, PE, BA, MG e SP. Denunciado pela Justiça brasileira mora na Bolívia, onde já foi até prefeito. Atualmente o sobrinho dele é quem comanda a cidade de San Matías.

Paulo Seco: atua no PR e RS. Está preso no Uruguai. O Brasil já pediu sua extradição. Continuaria a comandar ações ilícitas de dentro da cadeia.

Pingo: atuaria no MS, PR e RS. Tem uma condenação de 41 anos no Brasil e está preso em Campo Grande. A Polícia Federal suspeita que mesmo preso, de dentro da prisão ele estaria usando familiares para “tocar o negócio”.

Max: teria como área de atuação RO, SP, MS, MT e PR. Preso no Brasil tem uma condenação de mais de 50 anos. A Polícia acredita que o irmão dele está continuando o tráfico na Bolívia.

Capilo: vende para SP. Está preso no Paraguai e seria membro do PCC, motivo que levou a Justiça paulista a pedir sua extradição.

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