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Sem incentivo, indígenas abandonam curso superior em MS

03 novembro 2011 - 21h42Por Assessoria
Mato Grosso do Sul, com a segunda maior população de indígenas do país, conta, na atualidade, com cerca de 700 índios no ensino superior - boa parte deles matriculados em universidades particulares do Estado. Para as etnias Terena, Guarani e Kaiowá a graduação foi a forma encontrada para transformar a realidade das aldeias e criar perspectivas positivas para os índios que vivem em território sul-mato-grossense. A falta de recursos e a deficiência dos programas destinados à permanência dos acadêmicos indígenas na universidade, no entanto, têm sido obstáculos para que os estudantes possam concluir os estudos.

Edmara Antônio Miguel é um exemplo. Acadêmica na UEMS(Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a indígena abandonou o curso após várias tentativas de conquistar a bolsa Vale Universidade Indígena – programa do governo estadual voltado aos alunos índios matriculados em cursos de graduação nas áreas de Saúde, Educação, Serviço Social, Psicologia, Direito, Pedagogia e licenciatura da UEMS. “Chegamos a receber a notícia de que receberíamos a bolsa, mas durante um semestre a bolsa só veio uma vez e assim passamos a ser sustentados pela família”, esclarece. A estudante lamenta ter que interromper os estudos, mas explica que a decisão foi motivada pelas inúmeras dificuldades enfrentadas durante um semestre na universidade. “Realmente foi muito difícil para nós. A gente corria atrás para conseguir bolsa, transporte, mas não tivemos acesso a nada”, afirma.

A situação dos acadêmicos indígenas das universidades públicas e particulares de Mato Grosso do Sul será debatida na Assembleia Legislativa no dia 11 de novembro às 13h30. A atividade é uma parceria da Assembleia, por iniciativa do deputado Pedro Kemp (PT), com os acadêmicos indígenas e Rede de Saberes.

Para o debate foram convidados os acadêmicos indígenas, o Secretário de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Luiz Cláudio Costa, além de representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ), da SED (Secretaria de Estado de Educação), Setas (Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social), MPF (Ministério Público Federal) e da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

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