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Sem nova proposta em reunião com André, policiais militares e civis definem rumos

24 abril 2012 - 18h42Por Midiamax
Após quase duas horas de negociação salarial, em uma nova reunião com o governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), policiais civis e militares saem sem acordo e marcam para amanhã (26), novas assembleias específicas com a categoria.

“Para nós, enquanto praças, não vi evolução nenhuma. Foi, de certa forma, imposto e mantido pelo governador o percentual definido na última terça-feira (17). Todos os acontecimentos serão agora expostos em uma nova assembleia geral e o nosso encaminhamento será deliberado nesta ocasião”, afirma o presidente da ACS (Associação de Cabos, Soldados e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul, Edimar Soares da Silva.

O valor de reajuste aos soldados proposto pelo governo equivale a R$ 82, 50, com o aumento de 10,23%, para aqueles com até cinco anos de carreira. Para o restante, de cabos a patentes acima, o percentual de aumento é de 6%. Segundo Silva, o argumento do governo do Estado é sempre a falta de recursos.

“Ele diz que todo e qualquer investimento está fechado no Estado, mas sabemos que não é bem assim que funciona, já que uma parte da arrecadação é destinada para investimento. Agora nós precisamos também de investimento no ser humano. É inadmissível que quem coloca a vida em risco não tenha o seu devido reconhecimento pelo poder público”, argumenta o presidente da ACS.

Sociedade Civil

Além da Operação Tolerância Zero e a possibilidade de aquartelamento, a Polícia Militar pretende agora mobilizar a sociedade civil. “Vamos sensibilizar as pessoas e mostrar as reais circunstâncias com que se encontra o policial hoje. Falaremos da falta de estrutura e do pouco valor atribuído ao seu trabalho. Também temos agendado reuniões com setores da comunidade e com isso contribuir com a segurança pública do Estado”, alega o presidente da ACS.

A Polícia Civil também teve mantido o último índice de 9,15% de reajuste aos investigadores, escrivães e 6% para os delegados. “Amanhã faremos uma assembleia com a categoria e o Tolerância Zero, que nada mais é do que a nossa obrigação de trabalhar, algo legal, será mantido”, diz o presidente da Sinpol/MS, Alexandre Barbosa da Silva.

Presente na reunião, o comandante geral da PM, Coronel Carlos Alberto David dos Santos, diz que governador pretende estudar melhorias para cada categoria e que as negociações tiveram ‘avanço’.

“A partir do segundo semestre o governador vai atender cada categoria para estudar uma forma de valorização salarial. No ano passado, os soldados deixaram de receber um reajuste para se adequar ao limite imposto pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e com isso receber a bolsa de formação, no valor de R$ 400. E isso fez com que o salário dos soldados ficasse limiteado, a pedido deles, e é bom que se explique isso”, diz o Coronel David.

Além do percentual, o Coronel conta que o governador estabeleceu reuniões trimestrais. “As categorias pretendem avançar na questão salarial”, afirma o Coronel David.

Impacto

Ao final da reunião, o Governador do Estado disse em entrevista que ‘estudou as tabelas apresentadas pela categoria e o que o percentual máximo que consegue chegar é o que já foi proposto por ele’. “Somando todos os servidores públicos, por conta de abonos do ano passado, serão R$ 10,5 milhões a mais para a folha de pagamento”, afirmou o governador.

Com relação a Operação Tolerância Zero, o governador foi enfático. “Eu não quero subconjunturas e acredito que eles vão aceitar. Mas já digo que comigo não funciona movimentos de pressão, que só servem para azedar o clima. Autoritarismo e movimentos de pressão não servem para os dois lados. Merecem, merecem, mas não vamos abrir mão dos 10,23% para soldados, contingente que chega a quase três mil, 6% para as outras patentes e 9,15 % para os civis de várias categorias”, garante o governador.

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