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Suspeito de suposto estupro em MS teria assistido crime

17 agosto 2011 - 23h32Por G1
A adolescente de 16 anos, vítima de um suposto estupro na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, mudou novamente a versão apresentada à Polícia Civil e disse que o suspeito preso por envolvimento no crime, que tinha um relacionamento com ela, não teria cometido o estupro, mas apenas “assistido”. A informação foi dada na manhã de quarta-feira (17), pela delegada Regina Márcia Rodrigues, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

“Ela isentou o suspeito do crime e afirmou que foi violentada sexualmente apenas pelo outro rapaz, que ela descreveu no retrato falado, mas que ainda não foi encontrado”, afirmou a delegada.

Em depoimentos à polícia, a jovem já deu versões diferentes do crime. Segundo Regina, em uma das versões a vítima nem sequer citou a violência sexual. Na primeira versão, disse que foi atacada por dois homens desconhecidos, quando estava no ponto de ônibus. Depois, confessou que conhecia um dos homens, com quem tinha relacionamento.

Um dos suspeito, de 33 anos, foi preso no último dia 11 depois que a Polícia Civil divulgou o retrato falado de dois homens descritos pela vítima. Ainda segundo a delegada, a adolescente revelou que teria namorado por cerca de dois anos o homem que foi preso, além de afirmar que ele era traficante de drogas e ela o acompanhava durante a entrega dos entorpecentes.

Prisão

A delegada informou ainda que a prisão do suspeito foi convertida de caráter provisório para preventivo, o que garante que ele fique preso até o final das investigações. Ele já foi indiciado por lesão corporal e corrupção de menores, por ter usado a jovem como ajudante no tráfico.

Segundo a delegada, ele confessou que teria agredido a adolescente por causa de ciúmes, mas nega ter cometido o estupro.

A Polícia Civil está a procura do outro suspeito, mas trabalha com a possibilidade de não haver essa segunda pessoa, por conta das contradições nos depoimentos da vítima.

O laudo do exame de corpo de delito da jovem, feito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da capital, deve sair na próxima semana e vai determinar se houve o estupro.

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