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Testemunha diz que médico gritou por ajuda no dia da morte de MJ

29 setembro 2011 - 19h49Por Terra
Kai Chase, chef de cozinha da mansão de Michael Jackson, foi a segunda testemunha do terceiro dia do julgamento de Conrad Murray, médico do rei do pop. Ela contou que no dia da morte do cantor, 25 de junho, o médico surgiu na cozinha gritando: "chame ajuda! Chame a segurança! Chame Prince".

Ao ser questionada pela promotoria se o médico pediu especificamente que ela chamasse a emergência, Chase afirmou que não. Assim que encontrou o Dr.Murray chamou Prince, filho mais velho de Michael Jackson, e disse: "Dr. Murray precisa de você. Aconteceu alguma coisa com seu pai".

Ainda sobre o dia da morte do cantor, ela viu funcionários chorando e resolveu questioná-los sobre o motivo. As empregadas disseram que talvez Michael Jackson estivesse doente. Blanket e Paris também estavam no piso térreo da mansão e choravam muito. Chase teria se aproximado e rezado com eles.

"Meu coração ainda está quebrado. Foi um dia devastador", afirmou, pouco antes de começar a ser interrogada pela defesa. Antes disso, afirmou que deu diversas entrevistas após a morte do cantor, mas nunca recebeu dinheiro por elas.

3º dia de julgamento
Antes do testemunho de Kai Chase, o segurança Alberto Alvarez foi interrogado pela promotoria e pela defesa. Ele afirmou que no quarto do cantor havia uma bolsa de soro com Propofol.

"Na bolsa de soro, presa no suporte, havia um frasco com um líquido leitoso", disse o segurança, que ajudou a resgatar o cantor no dia 25 de junho de 2009. Perguntado se era um frasco de Propofol, o guarda-costas disse que sim.

Alvarez também contou à promotoria que Dr. Murray, enquanto tentava reanimar Michael Jackson, o pediu para chamar o resgate. "Ele disse para mim: 'Alberto, apresse-se. Nós temos que levá-lo ao hospital, chame uma ambulância'".

Já no hospital, o médio teria dito: "obrigado pela ajuda". "Eu respondi 'nós fizemos nosso melhor'", contou o segurança no momento que a morte do cantor foi anunciada. Ele disse ainda que Murray se sentou no corredor do hospital e disse para si mesmo: "eu queria que ele sobrevivesse".

Ainda segundo seu relato, os filhos de Michael Jackson, Prince e Paris, chegaram no quarto do cantor e o médico pediu para não deixá-los verem o pai desacordado.

Interrogado pela defesa, Alvarez disse que encontrou frascos no quarto de Michael Jackson e os escondeu, antes de ligar para a emergência, à pedido do Dr. Murray.

Alberto Alvarez disse ainda que chegaram a oferecer US$ 500 mil por uma entrevista, mas ele recusou. "Eu ganhava bastante dinheiro trabalhando para Sr. Jackson. Hoje estou sem dinheiro, vivendo de bicos. Muitos querem tirar proveito da minha situação", afirmou.

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