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Vereador é contra sindicato de educadores na questão das “creches”

03 outubro 2011 - 10h22Por MS Já
De um lado está o vereador Dirceu Longhi do PT e a prefeitura de Dourados. Do outro o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted. Os políticos querem a abertura dos Centros de Educação Infantil Municipais– Ceim’s durante o período de férias, as antigas creches e os educadores não o querem.

O vereador diz estar “preocupado com a situação dos pais que precisam deixar os filhos nos Ceim’s” e os educadores salientam o lado pedagógico (de que os filhos e os pais devem passar um período juntos) e o legal (a situação não prevê que professores trabalhem durante o mês de janeiro de cada ano).

O próprio vereador dá razão à questão pedagógica, mas, põe a culpa da necessidade de abertura do “subdesenvolvimento” do Brasil.

“Alguns educadores são contrários à abertura dos Ceim’s, durante o período de férias por entender que a criança necessita de um período de descanso junto ao convívio familiar. O vereador considera coerente o posicionamento de professores e pedagogos, no entanto, salienta que em um país subdesenvolvido como o Brasil, são poucos os pais que têm condições de paralisar as atividades profissionais para sair de férias com os filhos durante o recesso escolar”, diz release da assessoria de Dirceu.

O vereador teria dito ainda que a realidade do país é outra e que o Poder Público precisa se adequar à ela.

Queda de braço

Se a prefeitura atender Dirceu, poderá arranjar confusão com o sindicato da categoria que já se posicionou contrário à medida. Segundo a diretoria não é justo obrigar os servidores a trabalharem em seus respectivos períodos de férias.

“Entendemos que os servidores merecem férias, sejam eles concursados ou contratados. Não concordamos com a postura da prefeitura. O Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações garante férias em janeiro para os profissionais de educação em exercício dos Ceim’s, mantendo apenas profissionais de serviços essenciais, nas secretarias e vigilância. Está na Lei Complementar 118 de 2007”, disse o vice-presidente do Simted, João Vanderley de Azevedo.

Uma brecha na lei abriria precedentes para que os professores (previstos no artigo citado por João) fossem substituídos pelos assistentes pedagógicos, porém, outra lei especifica que um assistente pedagógico só pode assumir uma sala de aula se nela estiver também um professor.

Se Dirceu for atendido, agradará os pais porém desagradará os educadores, uma das categorias mais mobilizadas do Município quando o assunto é protesto. Nos próximos dias Murilo Zauith (PSB) dará o posicionamento da prefeitura. Hoje de manhã ocorre a primeira reunião entre prefeitura, coordenadores (as) de Ceim’s e pessoal do Simted para tratar do assunto.

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