Menu
Busca terça, 26 de janeiro de 2021

O ex-médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira foi condenado a indenizar 175 pacientes

30 julho 2012 - 16h30
Campograndenews

As vítimas do ex-médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira, condenado na última quinta-feira a indenizar 175 pacientes, deverão acionar a Justiça Federal de Campo Grande, que vai determinar, caso a caso, o valor a ser recebido.

De acordo com a assessoria de imprensa da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, a vara de origem será notificada pelo TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) sobre a decisão. A partir disso, as pacientes devem procurar a 4ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande para a execução da sentença.

O TRF manteve a condenação do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), responsabilizando-o solidariamente pela reparação dos danos às vítimas.

O médico atuou como cirurgião plástico por diversos anos até o fim de 1999, quando foi denunciado por ter mutilado as pacientes. As cirurgias, que deveriam melhorar seios, barriga, face e nariz, não tinham o resultado esperado, deixando deformidades e cicatrizes.

Contudo, conforme as denúncias, mesmo diante dos “desastrosos resultados obtidos nas cirurgias anteriores”, Alberto Rondon não ficou impedido, ao longo do tempo, “de continuar realizando as intervenções de forma totalmente irresponsável”.

Condenado criminalmente em novembro de 2004, o ex-médico ficou obrigado a indenizar 65 de suas pacientes que comunicaram sua conduta criminosa à autoridade policial.

No ano passado, ele foi condenado a 42 anos e 9 meses de reclusão pelos crimes de lesão corporal dolosa qualificada e lesão corporal simples. Na ocasião, ele já cumpria pena em casa, em Bonito, por uma condenação no ano de 2002.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SAÚDE
Saúde atualiza plano de vacinação com novas categorias na prioridade
BATAGUASSU
Polícia Militar apreende mercadorias descaminhadas
IMUNIZAÇÃO
Vacinas já distribuídas atendem cerca de 10% dos públicos prioritários
BRASIL
Justiça lança projeto-piloto para redução da oferta de drogas ilícitas