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LAR TECNOLÓGICO

Como será a casa do futuro?

29 maio 2019 - 15h34Por Casa Vogue

Ana Kreutzer já nos confirmou que a casa do futuro não será branca e minimalista, como vimos incessantemente nos filmes de ficção científica. Mas com o avanço da tecnologia e a necessidade de otimizar o tempo, como fica o lar tecnológico? Já estamos vivendo a revolução das máquinas? “A internet das coisas está cada vez mais barata e acessível, só assim será possível ficar mais presente na vida das pessoas”, explica Bruna Ortega, expert do WGSN. À exemplo de: Alexa, Home Pod e Google Assistant são itens que estão ganhando cada vez mais adeptos e funcionam como assistentes virtuais. E quanto maior for a conectividade da casa, melhor os equipamentos performam para seu usuário.

Crédito: Reprodução/Casa Vouge



“A tecnologia está evoluindo e não é a toa que as marcas (de qualquer segmento) estão pensando em saídas para se conectarem com esse cliente com novas demandas”, defende Bruna. “Compras, recomendações, varejo… a inteligência artificial também aprende com nossos padrões e vontades, para que tudo possa ficar cada vez mais com a nossa cara, mais próxima e acessível a nós.” Para quem ainda tem medo do avanço rápido da tecnologia, os novos lançamentos de mercado mostram o quanto as empresas estão pensando cada vez mais no seu consumidor e suas reais necessidades - é uma geladeira conectada? Uma iluminação inteligente? Tudo junto e misturado? “A maior preocupação que deve ser levantada, na verdade, é o acesso que os robôs têm dos nossos dados e da formação de banco de dados. A segurança dessa informação é a grande questão dentro desse contexto”, alerta Bruna Ortega.

“Nós sempre nos preocupamos com a perspectiva do consumidor. A assistência às suas necessidades é o grande benefício da conectividade”, explica Renato Firmiano, diretor de marketing da WhirlpoolLatin America. Presente no Brasil com marcas como Brastemp, Consul e KitchenAid, a empresa está cada vez mais focada em pesquisa e tecnologia para conseguir entregar aos brasileiros não só um produto high-tech, mas algo que seja de real interesse de compra. “Por muito tempo tivemos a mentalidade de que a tecnologia por si só seria a resposta, mas hoje compreendemos que o desejo do cliente vai muito além, assim conseguimos criar produtos mais assertivos ao mercado.”

 

Crédito: Reprodução/Casa Vouge


 


Caso da incrível SmartBeer, da Consul: primeira cervejeira 100% conectada tem gestão de estoque, ou seja, você pode curtir a festa em casa sem se preocupar se a bebida vai acabar ou não. Ao ter o estoque reduzido, a cervejeira avisa o dono, que pode comprar mais bebidas via aplicativo, em qualquer lugar e horário - a parceria feita com a Ambevgarante cerveja geladinha em até uma hora. O primeiro case da empresa surge deste momento em que o consumidor se torna um co-criador do processo da sua própria smart house. “A conectividade está sendo estudada em outros produtos, como armazenamento de alimentos, compras em mercado e por aí vai”, revela Renato.

 

Crédito: Reprodução/Casa Vouge


 

Para Anderson Piche, gerente produtos e marketing na Somfy Brasil, outro segredo da casa do futuro é deixar para trás as complexidades dos equipamentos para dar lugar à produtos e alternativas mais fáceis de serem instaladas e usadas. “Existia uma barreira muito grande entre o consumidor e a automação da casa, e ela era causada pela logística de instalação. Aparelhos grandes, técnicos super especializados, necessidade de quebra quebra em casa… Tudo isso afasta o público final”, esclarece Anderson. “Hoje em dia, os equipamentos surgem menores, mais fáceis de instalar e sem a necessidade de reformas. Além disso, existem protocolos internacionais que fazem com que as empresas desenvolvam produtos que possam conversar entre si, sem a necessidade de ser tudo de uma marca X ou Y”, complementa ele. Isso dá uma liberdade maior (e melhor) para o consumidor final, que consegue interligar os sistemas.

 

Crédito: Reprodução/Casa Vouge


 

Além da questão da tecnologia, o design precisa ser pensado para um consumidor que está cada vez mais exigente em termos de cor, texturas e aparência dos produtos - afinal, estamos falando da decoração da casa. Dentro do portfólio da Somfy Brasil, por exemplo, os produtos menores são pensados para não interferir na decoração e os controladores de iluminação são instalados dentro da caixa do interruptor. Já as cortinas e persianas não possuem um layout muito diferente do que estamos acostumados a ver, porém têm suas funções motorizadas (então não há cordinha) - é possível agendar horários para abrir e fechar, além de controlar suas ações via controle. “Os novos produtos estão sendo lançados à bateria, o que proporciona ainda mais conforto para o cliente, já que não necessitam uma instalação elétrica”, comenta Anderson Piche.

 

Crédito: Reprodução/Casa Vouge


 

Vale lembrar que, ao todo, são mais de 200 milhões de smartphones conectados no Brasil, o que gera uma porta de entrada tanto para o consumidor, quanto para as empresas, ambas compreendendo as necessidades, limites e benefícios de uma vida e uma casa conectada.  Para a expert do WGSN Bruna Ortega, a imagem negativa que os avanços têm precisa ser revertida, considerando os seus benefícios para o modus vivendi. “Alguns gadgets foram desenvolvidos para auxiliar pessoas com deficiência física e idosos”, aponta. “Não é só sobre economizar tempo, é sobre otimizá-lo. Temos que aproveitar a família, a casa, fazer outras atividades além do trabalho. A tecnologia surge como amiga nesse contexto. No futuro, ela será cada vez mais próxima de nós."

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