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Crianças tem sobrenome acrescentado de avô materno após decisão da Justiça em MS

26 setembro 2020 - 14h00Por G1 MS

A mãe de duas crianças conseguiu na Justiça acrescentar o sobrenome do pai na certidão de nascimento dos dois filhos como forma de homenageá-lo, após sua morte, há um ano, em Sete Quedas, a 466 km de Campo Grande.

Segundo a advogada da família, Aline Feliz da Silva, ela conta que teve acesso a decisão na última terça-feira (22) e ficou feliz com o resultado depois que a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou as duas crianças de 12 e 5 anos, a acrescentar na certidão de nascimento o sobrenome do avô materno como forma de homenageá-lo.

A ação foi proposta logo após a morte de Avelino Martins de Quadros, em outubro do ano passado. O homenageado não possuía nenhum familiar para dar continuidade em seu nome, pois era filho único e, pensando em todo o carinho que este avô tinha para com seus netos, a Justiça permitiu a mudança.

Segundo o pedido, Julia Moraes Feliz, de 12 anos, e José Moraes de Quadros Feliz, de 5, vão retirar "Moraes", que é o sobrenome da avó materna, para a inclusão de "Quadros".

Conforme a mãe das crianças, Suzana Moraes de Quadros, ela conta que quando registrou o nome dos filhos, não tinha a consciência que estava retirando a origem do pai: "Como ele não tinha ninguém, quem continuaria a origem seria eu, mas como muita gente fala que o certo é acrescentar o sobrenome do pai das crianças, acabei não colocando o sobrenome dele e agora, quero fazer essa homenagem", explicou.

De acordo com advogada da família, e também sobrinha da Suzana, Aline contou que de início o pedido foi negado pela Justiça, após a alegação de que colocar os sobrenomes dos dois avós tornaria os nomes dos netos muito longos e as crianças poderiam sofrer algum tipo de preconceito.

Após a defesa recorrer para determinar a inclusão do sobrenome do avô materno, com a exclusão do sobrenome da avó materna, o pedido foi aceito por unanimidade.

Segundo Aline, o homenageado estava doente, mas mesmo assim fazia questão de ver todos os dias os netos. O caçula, José, chegou a ficar depressivo com a morte do avô. A filha ainda se recupera da perda.

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