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"Éramos Seis" marca a volta de Simone Spoladore às novelas

30 setembro 2019 - 13h30Por IG Gente

Simone Spoladore diz que se assustou tanto com a exposição após estrelar “ Lavoura arcaica ”, de Luiz Fernando Carvalho , e a minissérie “Os Maias”, em 2001, que travou. Foram anos evitando se abrir e dar opiniões publicamente. Ainda hoje, antes de responder às perguntas, fica segundos em silêncio, procurando ter certeza do que vai dizer.

E lembra que levou seus 40 anos de idade — os quatro últimos fazendo terapia — para ganhar autoconfiança. Aos 17 anos, sozinha, ela trocou a casa dos pais (bancários), em Curitiba, por uma pensão em São Paulo. Buscava oportunidades como atriz , carreira que havia começado no teatro, aos 16, quando batalhou por emprego em meio a uma crise financeira da família.

"Passei a vida quieta, só agora estou aprendendo a me colocar. Achava que era só tímida, mas depois da análise, comecei a elaborar: eu era do interior, comecei muito jovem, não tinha estofo, maturidade nem vivência", diz. "Foi difícil, me sentia sozinha. Faltava estrutura psíquica para lidar com o que estava vivendo. Acho que tinha medo da vida e me protegia demais."

Suas personagens muitas vezes carregam esse ar de menina do interior. Uma exceção foi a louraça sensual Dora Dumar , atriz de pornochanchada que interpretou na série “Magnífica 70”, da HBO , dirigida por Claudio Torres e Carolina Jabor.

A inocência também norteará Clotilde na novela “ Éramos Seis ”, que estreia hoje. O papel marca a volta da atriz à TV Globo após 13 anos . O convite a fez vir de Londres, onde mora há dois, ao lado do namorado, o escritor suíço-italiano Vanni Bianconi.

Em breve, Simone também será vista no filme“ O livro dos prazeres ”, adaptação de obra de Clarice Lispector, dirigida por Marcela Lordy (estreia no ano que vem) e em “Aos pedaços”, de Ruy Guerra (ainda sem data de lançamento).

Nesta entrevista, a atriz fala de sua personagem na novela das seis ("ela tem atração pela vida, sente a vibração do que está mudando no mundo em 1920)", conta que vai estrar como diretora de cinema e reflete sobre as escolhas erradas no início de sua carreira("olho para trás e penso: 'Meu Deus, tinha essa responsabilidade com 23 anos'").

Também comenta a pressão por ser mãe. "Acho que não vou ter filhos, mas... Vai saber! Aos 40, vivo a melhor fase da minha vida."

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