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ATLAS DA VIOLÊNCIA

MS tem média de 71 assassinatos de mulheres por ano

07 junho 2019 - 11h00Por Gizele Almeida/Dourados News

Dados do Atlas da Violência 2019, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostra dados de mulheres assassinadas no Brasil, no período de 2007 a 2017, e em Mato Grosso do Sul, o total chegou a 782. A violência contra o público feminino aumentou no país, conforme o levantamento.

Em 2016, em todo o Brasil, o número de mulheres assassinadas foi de 4.645 e passou para 4.936, em 2017, ou seja, um aumento de mais de 6%. Este ainda é o maior número registrado no páis, desde que o Atlas faz os levantamentos (2007).

Em Mato Grosso do Sul, na mesma comparação, os números apresentaram diminuição. O registro de mulheres assassinadas em 2016, foi de 80, enquanto em 2017, o mesmo foi de 61, diminuição cerca de 30%.

O levantamento mostra que deste total, o número de homicídios contra mulheres negras foi de 33. O número de homicídios de mulheres não negras foi de 28.

Se analisarmos o período em que o Atlas acompanhou tais dados, o ano que mais registrou morte contra mulheres em MS foi 2014, com 85 casos.

O Atlas mostra ainda que houve crescimento expressivo de 30,7% no número de homicídios de mulheres no país durante a década em análise (2007-2017).

Entre 2007 e 2017 houve aumento de 20,7% na taxa nacional de homicídios de mulheres, quando a mesma passou de 3,9 para 4,7 mulheres assassinadas por grupo de 100 mil mulheres. Nesse período, houve crescimento da taxa em 17 Unidades da Federação.

Rio Grande do Norte apresentou o maior crescimento, conforme os dados,  com variação de 214,4% entre 2007 e 2017, seguido por Ceará (176,9%) e Sergipe (107,0%).

Em 2017, Roraima foi responsável pela maior taxa, com 10,6 mulheres vítimas de homicídio por grupo de 100 mil mulheres, índice mais de duas vezes superior à média nacional (4,7).

MAIORES ÍNDICES

A lista das unidades federativas onde houve mais violência letal contra as mulheres é seguida por Acre, com taxa de 8,3 para cada 100 mil mulheres, Rio Grande do Norte, também com taxa de 8,3, Ceará, com taxa de 8,1, Goiás, com taxa de 7,6, Pará e Espírito Santo com taxas de 7,5.

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