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Ponta Porã se despede de Maria Helena Teixeira Moreira, conhecida como Heleninha

18 dezembro 2015 - 16h07Por Redação
Faleceu Maria Helena Teixeira Moreira, a carioca mais ponta-poranense que esta cidade teve a sorte de acolher. Nascida no bairro da Gávea, em 1924, Heleninha (como era conhecida por todos), passou sua juventude no Rio de Janeiro. De natureza dinâmica, logo começou a trabalhar, ocupando durante alguns anos cargos na lendária companhia aérea Panair do Brasil e na célebre casa de móveis antigos e objetos de arte Antiquarius, em Copacabana. Vem daí seu gosto pelas artes e viagens, duas de suas maiores paixões, ao lado do ballet aquático, que costumava praticar em refinados clubes cariocas como o Country Club.

Conheceu seu companheiro pela vida toda, o advogado e empresário Eraldo Saldanha Moreira, no Rio de Janeiro, em 1962. Casaram-se na pequena e clássica capela Santa Inês, também no bairro da Gávea, em 1963, evento lembrado por amigos e parentes estimados do casal, como Elza Mendes Gonçalves e Paulo Saldanha, pois, entre outras coisas, foi a primeira cerimônia realizada na história da capela.

Vindo para Ponta Porã com o marido, Heleninha logo arregaçou as mangas, adaptando-se à cidade – ou melhor, pelo seu estilo, revolucionando a cidade, participando intensamente dos eventos sociais que ela própria tomava a iniciativa de realizar. Começou por reformar a casa que já vivia Eraldo, transformando a residência numa autêntica galeria de arte, tamanha a quantidade de pinturas e esculturas que adquiriu ao longo da vida; lá, costumava ser agradável anfitriã, mantendo sempre a porta aberta para amigos e familiares. Foi uma das responsáveis pela modernização do principal clube social da cidade, o União Tênis Clube, do qual seu marido foi presidente, inovando na realização de festas e carnavais inesquecíveis, que fizeram a fama de Ponta Porã, que recebia frequentadores de todos os cantos do país.

Nas inúmeras festividades que realizava – invariavelmente de caráter beneficente, costumava doar as rendas obtidas para instituições de caridade – participava sempre vestida na mais ‘última moda’, influenciando assim uma geração de mulheres com seu estilo moderno e ousado. Preocupada desde sempre com os destinos dos infantes da terra que escolhera para viver, foi criadora da Casa da Criança D. Sebastiana, uma creche que até hoje tem entre os mantenedores seu marido e seu filho Aral B. Moreira.

Talvez sua principal contribuição para o desenvolvimento de Ponta Porã tenha sido a idealização do Hotel Pousada do Bosque, magnífica referência hoteleira de privilegiada localização urbana, que o tornaram conhecido internacionalmente. Contratou arquitetos cariocas para levar adiante seu projeto, inaugurado em 1976; rapidamente o local foi guindado a centro de realizações dos mais importantes eventos no Estado, com seus memoráveis acontecimentos esportivos de tênis e futebol, desfiles de modas, leilões e casamentos.
Viajante incansável, gostava de percorrer os cassinos do mundo atrás de um ‘brinquedo novo’, como chamava as máquinas eletrônicas. Essa perene disposição para a vida, louvada e admirada por todos que a conheceram, sempre trazendo brilho e cor com sua presença, faz de sua partida uma perda irreparável. Seu sepultamento, quis a história, será no cemitério Cristo Rei, cuja capela mortuária também foi mais uma de suas inúmeras doações para Ponta Porã. Descanse em paz, inesquecível amiga.

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