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EM SÃO PAULO

Prefeito alvo de atentado avalia se volta ao cargo

Político está em SP, onde faz fisioterapia

12 julho 2018 - 07h45Por Da redação

Faltando cerca de três dias para completar um mês de afastamento da prefeitura de Paranhos, o prefeito licenciado Dirceu Bettoni (PSDB), está em São Paulo fazendo sessões de fisioterapia e está analisando se retornará ou não, ao cargo. 

Dirceu foi vítima de um atentado no dia 14 de junho e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até a semana passada, no Hospital do Coração, em Dourados.

Ao Midiamax, o vice-prefeito que atualmente é quem comanda a cidade, Luciano Wagner Rodrigues (DEM), Dirceu tem quadro de saúde estável.

“Ele está bem, fora de perigo. Foi para São Paulo fazer procedimentos para melhorar o braço”, disse o vice. Em relação à volta de Dirceu ao cargo, Luciano afirma que o prefeito ainda está analisando a situação, mas “acho que ele vai voltar”, afirma.

O prefeito licenciado chegou a cogitar renunciar ao cargo depois de ser ferido a tiros no atentado. Uma testemunha do crime foi executada depois de prestar depoimento na delegacia da cidade.

Secretário de Governo, Audinar Dias disse ao Jornal Midiamax que o atestado médico de Dirceu vence no próximo dia 14, quando o atentado completará um mês, porém ainda não se sabe se a licença médica do prefeito será prorrogada.

Sobre o andamento dos trabalhos no município, o prefeito em exercício afirmou que tudo está correndo bem. 

“Estamos dando continuidade em todos os programas que Dirceu tinha estabelecido, honrando todos os compromissos”.

O caso

O prefeito Dirceu Bettoni foi alvo de pistoleiros na noite do dia 14 de junho, quando chegava em sua residência. No domingo seguinte ao atentado (17), uma testemunha, que também teria participação na tentativa de assassinato contra o prefeito, foi morta a tiros no meio da rua, logo após deixar a delegacia de Paranhos.

A venda de uma fazenda no Paraguai que não teria sido paga é a principal linha de investigação da polícia para a motivação para o crime. De acordo com o site, Dirceu teria vendido a propriedade e o comprador não teria efetuado o pagamento.

Dirceu, então, teria entrado na Justiça paraguaia contra o comprador, o que fez com que seus bens fossem bloqueados.

O inquérito sobre o caso foi encerrado e a polícia aguarda posicionamento do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), se apresenta denúncia contra os suspeitos. O atirador Gabriel Queiroz, 26 anos, confessou em depoimento que foi contratado para matar Bettoni. A investigação apontou de que a mulher dele também teve participação no crime.

Gabriel contou que receberia R$ 20 mil, destes, R$ 5 mil foram pagos antecipados e o restante seria entregue apenas depois que o trabalho estivesse concluído.

 

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