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‘Rodovia da morte’ gera protestos

14 setembro 2011 - 14h00
‘Rodovia da morte’ gera protestos

DouradosAgora

A Rodovia Guaicurus, que liga Dourados à cidade universitária, Exército e o Distrito de Itahum, volta a ser alvo de protestos. O estopim da revolta popular foi a morte do militar do exército Marco Aurélio Crispim Quadros, 18 anos, ocorrido na noite de segunda-feira. Ele foi atropelado ao atravessar a Avenida Guaicurus. O acidente aconteceu em frente a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.

Ao tomar conhecimento da fatalidade, técnicos administrativos iniciaram uma campanha nas redes sociais da internet, demonstrando a indignação acerca da morte, já que há anos a categoria, em conjunto com os universitários e entidades, lutam pela duplicação da rodovia.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Universidade Federal (UFGD), Franz Maciel Mendes, a segunda ação é postar um documentário no You Tube com parentes das vítimas que perderam suas vidas na rodovia. “O objetivo é sensibilizar o governo do estado na busca de uma solução imediata para os riscos que a rodovia oferece”, destaca, observando que os técnicos administrativos já organizam um ato para chamar atenção das autoridades.

Outra preocupação, segundo Franz, é em relação a ampliação do perímetro urbano. “Queremos saber se a partir de agora o Estado vai cumprir com a promessa feita, uma vez que em tese a área na localização da Guaicurús passa a ser municipal”, alerta.

Segundo Franz, são mais de 15 mil veículos transitando todos os dias pela rodovia. “É praticamente uma cidade do interior do Estado dentro da rodovia”, destaca.

O horário de pico vai das 18h às 19h30 a 7h30 às 8h. A saída da cidade universitária, a partir das 22h, também é obstáculo. “Falta iluminação e há uma disputa por espaço na rodovia. É um perigo total”, alerta.

Conforme Franz, o Governo anunciou em 9 de abril do ano passado, a decisão de realizar a duplicação da rodovia. Em junho daquele ano teria feito a abertura da licitação. A empresa vencedora do processo iniciou a eleboração do projeto e o concluiu no início do ano. Conforme Franz, membro de uma comissão que acompanha os trabalhos da duplicação, os valores orçados não foram aceitos pelo Governo do Estado, que pediu a reformulação do projeto com alguns cortes como o viaduto e uma área de lazer que estava previsto inicialmente. Segundo Franz, de lá para cá não houve avanços acerca do início das obras.

Ele diz que o último levantamento divulgado pela comissão aponta cerca de 30 mortes até março de 2010. “Estamos preocupados porque com o corte no viaduto, que estava previsto no projeto, a rotatória que liga anel viário e rodovia Guicurús vai ficar muito mais perigosa. Caminhões, ônibus e alunos vão ter que disputar um espaço muito pequeno. Queremos que o projeto seja readequado”, destaca.

Pela MS 162, trafegam caminhões bitrens das usinas que se instalaram na região, ônibus de turismo de cidades vizinhas, coletivos urbanos, vans, carros, motocicletas, carroças e bicicletas, além, é claro, dos pedestres.

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