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DOURADOS

Universitários criticam MEC e veem intervenção na UFGD na escolha de Reitora

12 junho 2019 - 09h45Por Gizele Almeida/Dourados News

Após a designação da pedagoga Mirlene Ferreira Macedo Damázio como reitora interina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), o DCE (Diretório Central de estudantes) da UFGD emitiu nota criticando e alegando “intervenção do MEC (Ministério da Educação) na autonomia da universidade”. A classe estudantil também é convocada a debater o tema. Conforme mostrado pelo Dourados News, a definição do ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi divulgada nesta terça-feira (11), no Diário Oficial da União.

Na divulgação, em página oficial do DCE-UFGD os estudantes apontam que o Ministério da Educação “anunciava suas pretensões de interferência na autonomia universitária” questionando a Lista Tríplice realizada para escolha da nova gestão.

Na épocal, o Ministério da Educação havia encaminhado à UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) uma portaria com acusações de irregularidade na lista de nomes sugeridos para compor a reitoria no quadriênio 2019-2023,com pedido de que fossem incluídos os nomes de quem disputou a consulta pública. Na lista enviada constava apenas o nome do vencedor da consulta pública (Etiene Biasotto), sendo que os derrotados não se inscreverem no processo oficial, junto ao Colégio Eleitoral da universidade, por conta de "acordo".  

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) anulou a lista tríplice para reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). A corte reforçou a consideração do Ministério Público Federal, que avaliou como antiético e contrário à lei e a moralidade administrativa, o posicionamento dos candidatos em disputa.

A Lista Tríplice continua em suspenso aguardando uma decisão final da justiça.

Para o DCE, a nomeação de Mirlene Damázio ocorreu “da pior forma possível”. A nota cita a nomeação via portaria do MEC, sem a decisão ter passado por discussão em órgão colegiado da universidade. Diante disso, apontam a ação como  “intervenção do Ministério da Educação na autonomia universitária da UFGD”.

A divulgação aponta ainda ao fato de que a professora nomeada não participou da Consulta Prévia, não está na Lista Tríplice e apoiou publicamente uma das chapas candidatas na Consulta Prévia.

É citada ainda a tentativa de deslegitimar a escolha feita pela comum idade acadêmica, com postura desonesta de setores.
O DCE critica ainda enfaticamente a medida do MEC, ao apontar que “o cenário local se insere num contexto nacional de ataques à educação pública e às universidades por parte do governo Bolsonaro e do Ministro da Educação, Abraham Weintraub”.

Estudantes devem se reunir nesta terça-feira (11), às 17h, em Assembleia para debater o tema e também ações para o movimento Greve Geral da Classe Trabalhadora, no dia 14 de junho.

 

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