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Paraguai sacrifica bovinos para isolar foco de febre aftosa

26 setembro 2011 - 08h45
Paraguai sacrifica bovinos para isolar foco de febre aftosa

Uol

Os serviços veterinários do Paraguai concluíram neste domingo as tarefas de sacrifício de 820 cabeças de gado bovino para isolar um foco de febre aftosa e buscar a reabertura dos mercados internacionais a seus produtos de carnes.


As 819 cabeças de gado da fazenda Santa Helena, mais um bezerro nascido durante a realização dessas tarefas, foram abatidas e os corpos foram empilhados em três fossas com a ajuda de tratores antes de serem seladas com cal.


Esses trabalhos haviam começado na quinta-feira passada, após a confirmação que 13 cabeças de gado tinham contraído febre aftosa, o que provocou o sacrifício preventivo dos demais animais, como estabelecem os protocolos veterinários.


"Iniciamos agora uma etapa de pesquisa epidemiológica para determinar se não houve outros animais que estiveram em contato com o vírus", detalhou à Agência Efe o presidente interino do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), Carlos Simón.


Além disso, está sendo mantido um bloqueio total de cinco quilômetros em torno do foco e a proibição da transferência de animais em todo o departamento de San Pedro.


O funcionário explicou que agora elaborarão o segundo relatório semanal sobre os procedimentos realizados para remetê-lo à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) e aos mercados internacionais.


"Uma vez que esteja contido o foco, já há condições para encaminhar os trâmites" para solicitar a recuperação do status de país livre de febre aftosa com vacinação, destacou o presidente interino do Senacsa.


O Governo paraguaio anunciou na segunda-feira a suspensão temporária das exportações de produtos de carnes, primeira fonte de divisas da economia do país depois da soja.


Segundo estatísticas da Associação Rural do Paraguai, a carne bovina do país chega a 64 países e gera em condições normais uma receita mensal de US$ 75 milhões.


A febre aftosa é uma doença contagiosa que afeta bovinos, ovinos, suínos, e caprinos e outros ruminantes com patas, e quase nunca é transmitida ao homem, embora alguns casos tenham sido registrados no passado.

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