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HOMICÍDIO

Acusado de matar paraguaia, Marcelo Piloto deverá ser processado no Brasil

10 abril 2019 - 06h45Por G1

O Ministério Público do Paraguai enviou na segunda-feira (8/4), para o Ministério da Justiça do Brasil, documentos do processo que incriminam Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, acusado de matar a jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos dentro da penitenciária em que cumpria pena no país vizinho, em novembro do ano passado.

De acordo com o promotor do Ministério Público do Paraguai, Manuel Doldán, foram enviadas à Justiça brasileira, todas as evidências coletadas por atos de investigação que incriminam Piloto como o responsável pelo homicídio. À época, o crime foi considerado pelo MP paraguaio como uma "atitude extrema" do narcotraficante na intenção de evitar sua extradição para o Brasil. Ele foi expulso do Paraguai dois dias após assassinar a jovem.

Segundo o promotor, o processo de transferência foi executado no âmbito das disposições dos Tratados Internacionais de Cooperação para que, apesar de cometido no país vizinho, Piloto seja processado por este crime no Brasil.

Entenda o caso

A jovem Lidia Meza Burgos foi morta por Marcelo Piloto com 16 golpes de uma faca de mesa em 17 de novembro do ano passado. Ela entrou na prisão em que ele estava, no Paraguai, fora do protocolo, declarou o Ministério Público paraguaio, que declarou que a jovem era prostituta e o visitava pela segunda vez.

Lidia ficou 40 minutos na cela em companhia do narcotraficante. O corpo foi encontrado por um guarda da penitenciária na cela de Piloto com 16 perfurações.

O narcotraficante Marcelo Piloto possui extensa ficha criminal, que inclui crimes de homicídio, tráfico e associação para o tráfico, latrocínio e roubos. Ele estava escondido há anos no Paraguai, de onde enviava armas, drogas e munição para abastecer as favelas dominadas pela maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, Piloto chefiava o tráfico de drogas nas comunidades Mandela I, II e III, no conjunto de favelas de Manguinhos. Ele faz parte do grupo de dez traficantes acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), dia 03 de julho de 2012. Ao todo, ele já tem mais de 25 anos de pena a cumprir.

Ele foi preso em dezembro de 2017 no Paraguai, como resultado de um trabalho integrado entre a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado Segurança do Rio de Janeiro, a representação da Polícia Federal no Paraguai, Agência Antidrogas e Policia Nacional Paraguaia, além da agência antidrogas americana (DEA).

A extradição de Piloto foi autorizada em 30 de setembro do ano passado. Pouco mais de um mês e meio depois, ele cometeu o crime na penitenciária, de acordo com o promotor do Paraguai Hugo Volpe, em uma tentativa de evitar sua extradição. Dois dias após o assassinato da jovem, o presidente Benítez autorizou a expulsão de Piloto do Paraguai. Ele foi enviado em 19 de novembro de 2018 à penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná.

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