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PONTA PORÃ

Após morte em abordagem policial, família alega violência, mas laudo médico contradiz

13 janeiro 2019 - 08h30Por Luiz Guilherme

Cristian Matias da Rosa, de 37 anos, morreu na noite da última sexta-feira (11/1), em Ponta Porã, depois de ser abordado pela PM (Polícia Militar), por volta das 22h30. Ele estava a bordo de um veículo Ford KA, com placas de Curitiba (PR), e segundo consta no boletim de ocorrência, realizava manobras perigosas. 

Os policiais teriam dado ordem de parada, porém não foi obedecida. Cristian, com base nas informações do registro policial, seguiu em alta velocidade para a casa dele. Chegando lá, a equipe policial pediu que ele descesse do carro, e neste momento os agentes já perceberam que o autor estava bêbado.

Cristian ficou bastante nervoso com a abordagem, e então os PM’s pediram que ele seguisse para o camburão, no entanto, ele entrou em vias de fato com os policiais, e ao tentar algemá-lo acabaram, dando uma ‘gravata’ que deixou o jovem meio desacordado. 

Este relato, segundo a polícia, é da mãe de Cristian, Tereza da Rosa. O homem foi colocado no camburão e levado ao batalhão 4º BPM.

Ao chegar no batalhão, os policiais perceberam que Cristian estava passando mal, espumando pela boca e arroxeado, então ele foi levado ao Hospital Regional, mas já chegou sem vida.

O laudo 

Ontem (12/1), o laudo do IML (Instituto Médico Legal) ficou pronto e segundo o resultado do exame, a hipótese de estrangulamento, alegado pela família de Cristian, foi descartada.  

De acordo com o exame, Cristian sofreu um infarto. O pulmão está em ordem, a traqueia não foi quebrada e todo o aparelho respiratório do jovem está completo. 

Cristian deixou três filhos. A Polícia Civil investiga o caso.

 

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