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Comandante da PM tem cabeça colocada a prêmio após ações

Comandante da PM tem cabeça colocada a prêmio após ações

25 novembro 2011 - 16h10
Midiamax


O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, está sendo ameaçado de morte e há informações de que elas também estão se estendendo a seus familiares. Na quarta-feira (23), logo após a deflagração da Operação Alvorada Voraz, várias ameaças foram feitas, por telefone, à casa do comandante.



Ontem, o alvo foi a mãe do coronel, que recebeu durante todo o dia ameaças, também por telefone. "Infelizmente, por questões de segurança, não posso revelar que outros tipos de ameaça minha família recebeu. Apenas, que não foram feitas só por telefone. Houve mais coisas", disse o oficial, ontem no fim da tarde, após ter participado de uma reunião com todos os comandos da Polícia Militar.



O encontro, pontuou, aconteceu para alertar os comandantes sobre a necessidade de passar todo tipo de informação que auxilie nas investigações para identificar policiais corruptos. Até ontem, o número de policiais militares presos chegava à 29, em decorrência das Operações Alvorada Voraz, Fumus Males e Holambra. "Não tenho dúvidas de que até o fim do ano, teremos mais prisões de policiais", aponta.



Todos os PMs presos são acusados de receber, ou mesmo cobrar, propina para facilitar a passagem de cargas ilegais – estas basicamente cigarros contrabandeados do Paraguai. Nas operações, também foram presas pessoas acusadas de organizar o esquema, entre elas, Alcides Carlos Grejianim, o Polaco, 51 anos – considerado o maior contrabandista de cigarros do Brasil, preso nesta quarta, em uma de suas propriedades em Eldorado, no sul do Estado.



"Pouco mais de R$ 100 mil"



As três operações foram deflagradas em menos de 30 dias. Desde então o Departamento de Inteligência da Polícia Militar vem trabalhando com informações para identificar quem seriam as pessoas que fazem ameaças ao comandante, sua família e também contra o major Joilson Queiroz Sant’Ana, comandante da Polícia Rodoviária, que está sob escolta da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), desde o início do ano.



"Chegamos a identificar até os preços cotados para tirarem as nossas vidas. A do major Joilson, valia R$ 100 mil e a minha, pouco mais de R$ 100 mil", disse o coronel. Também foi identificado que pistoleiros seriam contratados do Paraguai para executarem o serviço.



No entanto, ainda não há prisões. "É bastante provável que essas ameças vêm de policiais militares que estão sendo investigados ou que já estão presos. As datas das operações, e das ameaças, são muito coincidentes", destaca o coronel que está no comando geral da PM há dois anos e dois meses.



Todos os PMs presos estão custodiados no Presídio Militar e respondem criminalmente por corrupção ativa e passiva. Procedimento administrativo também foi aberto para apurar se eles continuam, ou não, na corporação

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