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'Foi um susto', diz fazendeiro que ficou refém de indígenas

07 outubro 2011 - 15h10
07/10/2011 15h10

'Foi um susto', diz fazendeiro que ficou refém de indígenas

G1

"Foi um grande susto. Tudo não passou de um mal-entendido", assim que o produtor rural Etalívio Coelho define as 30 horas em que ficou refém de indígenas em uma aldeia em Mato Grosso do Sul. Ele e o radialista e vereador Edicarlos Lourenço foram aprisionados pelos indígenas na tarde de terça-feira (4), após um acidente. Os dois foram libertados somente nesta quarta-feira (5), quando a Polícia Federal chegou até o local.

A aldeia Alves de Barros é povoada pela etnia kadiwéu e fica localizada no município de Porto Murtinho, distante 454 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o vereador, ele foi a aldeia para verificar um local de coleta de água, que fica no alto da serra. Já na volta, na companhia de dois indígenas, parou o carro em uma estrada vicinal para que um dos passageiros conversasse com a esposa e filho, que estavam no local. Lourenço conta que, no momento em que saiu com o carro, o filho do indígena tentou subir na carroceria, e caiu no chão.

“Eu não vi nada! Quando deram sinal para parar, olhei no retrovisor e vi alguma coisa no chão. Desci correndo e, na hora que eu cheguei, achei que o garoto estava morto. Então fiz massagem cardíaca nele, que em seguida voltou a se mexer”, conta.

Após o acidente, uma camionete levou o garoto para a cidade. Edicarlos conta que ele e o produtor rural Etalívio Coelho, que já estava na aldeia, foram buscar os documentos do garoto na casa dele, mas foram alertados por um dos indígenas que estava junto com eles, que os dois poderiam ser agredidos ou até mortos, em razão do acidente.

“Quando o índio nos disse que corríamos perigo, saímos fugidos. Porém, após cerca de 15 minutos, fomos alcançados por alguns indígenas de moto. Eles achavam que tínhamos atropelado o garoto e fugido e nos obrigaram a voltar”, conta.

O vereador disse que após algumas horas de conversa, inclusive com o cacique, o caso foi esclarecido. Ele e o produtor rural afirmaram que não houve nenhum tipo de agressão por parte dos índios.

Funai
A Fundação Nacional do Índio (Funai), entra em contradição com a história contada pelo produtor e pelo vereador. Segundo informações do coordenador regional da Funai na capital, Edson Fagundes, os dois homens, teriam atropelado a criança, e tentado fugir sem prestar socorro.

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