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PANDEMIA

Igreja descumpre toque de recolher em Campo Grande: 'Covid não existe, quem manda aqui é Deus', diz pastor

Além disso, o local estava cheio e as pessoas sem máscaras. Homem ainda rasgou o auto de infração.

31 julho 2020 - 11h30Por G1MS

Mais de 4 meses após a implantação do toque de recolher, em Campo Grande, ainda há muitas pessoas que desrespeitam as medidas de enfrentamento à pandemia. Na noite de quinta-feira (30), foi uma igreja que não respeitou o decreto municipal de fechar as portas às 20h (de MS). Além disso, o local estava cheio e as pessoas sem máscaras. "O Covid não existe, quem manda aqui é Deus, e não promotor, prefeito ou governador", disse o pastor à equipe de fiscalização.

Agentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e um promotor de Justiça, que integram as equipes de fiscalização aos decretos municipais, flagraram a igreja funcionando fora do horário permitido. Havia cerca de 60 pessoas no local, desrespeitando a regra de 30% da capacidade, e elas não usavam máscaras.

Ao abordarem o pastor, pedindo para que ele encerrasse o culto e orientasse que as pessoas voltassem para suas casas, o homem de 50 anos disparou ofensas contra o grupo: “Corruptos, ladrões, assaltantes, só querem dinheiro...”, disse. Ele completou: “O Covid não existe, quem manda aqui é Deus, e não promotor, prefeito ou governador."

De acordo com informações da Guarda Municipal, os fiscais fizeram um auto de infração, que o pastor se recusou a assinar e ainda rasgou na frente das autoridades. Diante da situação, os agentes pediram reforço da Guarda Municipal.

No entanto, devido a presença de várias crianças e idosos no local, houve tumulto e não foi possível fazer a prisão em flagrante do homem.

Operação Toque de Recolher

Desde o início da implantação das medidas restritivas em função da Covid-19, a prefeitura de Campo Grande tem realizado operações de fiscalizações ao cumprimento dos decretos. Tudo para evitar aglomerações e consequentemente a proliferação do novo coronavírus.

Desde então, diversas pessoas foram abordadas nas ruas durante o toque de recolher. Festas já foram encerradas e comerciantes orientados a fechar as portas dos estabelecimentos. A maioria, segundo a Guarda Municipal e Semadur, segue as orientações sem contestações.

Somente na noite de quinta-feira (30), foram 83 estabelecimentos comerciais abordados. Destes, 36 receberam apenas orientações e 6 foram vistoriados.

Além dos comércios, a equioe visitou 6 residências e 56 pessoas precisaram ser abordadas e orientadas a retornarem para suas casas.

Como resultado das vistorias, um estabelecimento comercial foi autuado por falta de alvará e outro foi interditado pela Vigilância Sanitária.

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