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PEDRO JUAN CABALLERO

Jornalista brasileiro é executado por pistoleiros na fronteira de MS com o Paraguai

Léo Veras foi morto por dois homens encapuzados enquanto jantava com a família no quintal de casa. O jornalista foi socorrido, mas morreu em um hospital de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

13 fevereiro 2020 - 06h25Por G1MS

O jornalista brasileiro Léo Veras foi executado por pistoleiros na noite desta quarta-feira (12) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense a 342 km de Campo Grande.

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, Léo foi atingido por cerca de 12 tiros de pistola 9 milímetros. Um dos disparos acertou a cabeça do jornalista, que chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital particular da cidade paraguaia, mas não resistiu.

Segundo a ocorrência, Léo estava jantando com a família no quintal de sua casa. Por volta das 21 horas, dois pistoleiros encapuzados chegaram em uma caminhonete branca, entraram pelo portão que estava aberto e invadiram o local. Eles efetuaram vários disparos contra o profissional, que tentou correr, mas caiu ao ser atingido pelos tiros.

Léo Veras é bastante conhecido em Mato Grosso do Sul por seu trabalho como jornalista. Ele era o dono de um site policial que produzia notícias da região da fronteira em português e espanhol.

Amigo relata ameaças

Frequentemente ele noticiava situações relacionadas ao tráfico de drogas. A polícia não sabe se a execução tem relação com o tráfico.

Um amigo de Léo Veras que não quis se identificar informou ao G1 que se encontrou há 20 dias com o jornalista e relatou sobre as ameaças de morte que vinha sofrendo. “Nesses últimos dias, as ameaças eram constantes. Ele falou que as ameaças eram por matérias referentes ao tráfico de drogas e também relacionadas a autoridades policiais paraguaias”, explicou ao G1.

O Ministério Público do Paraguai designou, na madrugada de quinta-feira (13), uma equipe de promotores para acompanhar o caso. O Sindicato dos Jornalistas em Mato Grosso do Sul também divulgou uma nota lamentando a execução do jornalista.

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