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Juíza do caso Bruno é levada para hospital

Juíza do caso Bruno é levada para hospital

08 agosto 2011 - 20h44Por UOL
A juíza Maria José Starling, acusada de tentativa de extorsão contra a noiva do goleiro Bruno Souza, foi levada a um hospital de Belo Horizonte após ter sido socorrida na segunda-feira (8) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na casa onde mora, localizada no bairro Santa Lúcia, região centro-sul da capital mineira. A informação é do 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, unidade de policiamento responsável pela área.

Segundo dados preliminares, alguém de dentro da residência teria acionado o número 190 (emergência da Polícia) dando conta de que a mulher teria ingerido quantidade ainda não especificada de medicamentos e passou mal. Ainda não há relatos sobre o estado de saúde dela, que foi encaminhada a um hospital particular no bairro Santa Efigênia, região leste de Belo Horizonte.

A magistrada foi afastada de suas funções na comarca de Esmeraldas (MG), no último dia 27, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Porém, o órgão não informou à época qual teria sido o motivo para a suspensão da juíza de suas atividades normais.

Em junho deste ano, a dentista carioca Ingrid de Oliveira, que se apresenta como noiva do goleiro Bruno, denunciou o suposto esquema de tentativa de extorsão envolvendo a juíza e um advogado que teria sido indicado a ela pela magistrada. A proposta seria para libertar, por meio de um habeas corpus, o goleiro, réu no processo sobre o sumiço de sua ex- amante Eliza Samudio, em troca de R$ 1,5 milhão.

Ingrid fez a denúncia na comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AL-MG). Segundo a dentista, a magistrada, que colheu depoimentos de testemunhas do caso em outubro do ano passado, teria apresentado a ela o advogado Robson Martins Pinheiro Melo, que teria sido o formulador da proposta.

A intermediação da magistrada, conforme o depoimento de Ingrid obtido à época pela reportagem do UOL Notícias, não se deteve na suposta indicação do advogado, mas também na oferta de estada na casa da juíza enquanto a dentista estivesse em Minas Gerais.

Ainda conforme o relato da moça, o advogado teria passado a cobrar adiantamento do valor antes mesmo de entrar com o habeas corpus. A mulher contou ter procurado em seguida Cláudio Dalledone Júnior, advogado do goleiro, a quem descreveu o episódio. Ela disse ter ouvido dele a desconfiança de estar sendo vítima de tentativa de extorsão. O deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da comissão, havia confirmado o depoimento.

Juíza controversa

No final de outubro do ano passado, a juíza se declarou favorável à soltura do goleiro. Ao final da sessão realizada no fórum de Esmeraldas para colher depoimentos de testemunhas, ela concedeu entrevista coletiva, fato incomum na magistratura.

“As provas periciais eu não olhei nenhuma, mas só pelo grosso, que eu venho lendo pela mídia também, eu não vejo razão [para a prisão]. Eu não digo o Macarrão, mas o Bruno tem domicílio fixo, o Bruno tem, ou tinha emprego, ele tem família. Eu tenho que examinar os autos, mas o que eu estou falando é minha impressão pessoal e, não, jurídica”, afirmou à época a juíza.

“Em relação ao Macarrão eu não sei, mas o Bruno deveria estar solto”, disse a magistrada. “Tem um que gere todos os negócios dele, o cabeça de tudo, que dirige todos os carros dele. Quem é? Me respondam?”, disse ela, para complementar: “O Macarrão”.

Ela ainda se reuniu em privado com o jogador em uma sala anexa ao local da audiência onde ficaram por 15 minutos.

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