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Mototaxista é usado como “Mula” para entregar drogas em presídio

26 julho 2012 - 00h00
*Fonte: Mídia Max


Nesta terça-feira (24) por volta das 18h, a ROTAI (Rondas Ostensivas Táticas do Interior), foi designada a se deslocar ao P. S. M. (Presídio de Segurança Média), para atender uma solicitação dos Agentes Penitenciários de plantão, a qual informaram que, E. M. S. chegou ao local dizendo que, seria um moto-taxista e estaria ali para entregar um colchão para um dos internos, cujo nome no bilhete constatava F. F. D.

Durante o tempo em que o moto-taxista chegou ao local, os agentes e o rapaz tiveram uma conversa, pois, queriam saber se o referido colchão, a qual ele estaria lá para entregar ao interno, seria por ele mesmo ou mandado por outra pessoa.

Diante dos fatos, o motoqueiro veio a informar que por volta das 13h recebeu uma ligação, cuja voz seria de uma mulher, que pediu para ele se deslocar ao endereço na Rua Treze, no Bairro Vila Piloto II.

O moto- taxista se deslocou até o local, e foi recebido pela mulher, que já estaria em mãos com o colchão enrolado, pronto para ser transportado e entregue ao interno. A mulher perguntou ao motoqueiro qual seria o valor da entrega e ele informou que seriam cobrados R$ 15,00 reais pelo serviço.

Em seguida o moto-taxista recebeu o dinheiro pela entrega, amarrou o referido colchão na garupa da moto, e se deslocou até o presídio. Diante dos fatos, o comandante da guarnição perguntou ao rapaz se a versão da qual ele dera, seria verdadeira e se não teria nenhum impedimento em ele colaborar, a fim de localizar a referida mulher, que empreitou o serviço a ele.

De imediato o motoqueiro concordou em colaborar, em seguida a guarnição deslocou-se ao referido endereço citado pelo moto- taxista e chegando ao local foi verificado que não havia nenhuma pessoa em seu interior, com isso, ficou um tanto difícil acreditar em suas informações, onde mais uma vez, foi indagado e novamente afirmou o que dissera antes.

A guarnição então resolveu verificar junto à vizinhança se na residência citada, morava alguma mulher com as características informadas pelo rapaz, logo obtiveram informações onde poderiam encontrar a mulher, o endereço seria na Rua 17, no mesmo bairro e logo a polícia se deslocou até o endereço citado pelos moradores.

Chegando a casa indicada, a mulher que contratou o serviço foi encontrada pela polícia e indagada sobre o nome dela, depois de muita insistência a mesma informou que seu nome seria M. O. Os militares também perguntaram qual seria seu endereço do qual ela residia foi quando a mulher disse que morava na Rua 27, no mesmo bairro, fato este que gerou dúvidas.

Foi notório que a mulher estava mentindo, pois a todo o momento ela dizia que não tinha nada a ver com a acusação, dificultando assim o trabalho da Polícia Militar.

Na residência onde fora encontrada, seria de sua cunhada identificada como L. a qual mora com seu companheiro e seus sogros. A referida mulher identificada verbalmente como M. foi posta frente ao moto-taxista para confirmar ou não se era a mesma pessoa que lhe contratou para o serviço. Posta a frente, foi confirmado com convicção que seria a ser a mesma pessoa que contratou o seu serviço.

Devido à situação de indícios de tráfico de drogas pela autora, a guarnição decidiu realizar uma busca na residência, porém, não a que ela informou e sim onde ela recebeu o moto-taxista, na Rua 13 no Bairro Vila Piloto II.

Os policiais se deslocaram até o local, e chegando, foi dado mais uma vez a chance para a autora abrir a casa, para que fosse realizada a busca, porém, irônica disse que não era obrigada a colaborar com nada.

Diante da negação da autora em colaborar, policiais resolveram arrombar a porta da cozinha, para proceder á busca. Ao entrarem constataram fotos em quadros, que seriam de suas duas filhas, as quais estavam na residência de sua irmã, onde fora encontrada.

Foi levada uma das fotos para o DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para constatação, entre as buscas, foi localizada a bolsa da autora, sobre a mesa da cozinha, com um documento de cartão de visitante ao interno do sistema penitenciário, em nome de C. G. L. e para a surpresa ou não, nesse documento estava à fotografia da autora, ficando assim comprovado que além de mentir sobre o endereço, também mentiu sobre a sua própria identidade.

No cartão também constava o nome de seu companheiro, sendo ele, M. A. R.

Na busca não foi encontrado nada de ilícito, porém ficando no ar a pergunta do por que mentiu acerca de sua identidade e de sua moradia. C. G. L. foi detida e encaminhada para o DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

O moto-taxista que terá o nome preservado foi ouvido e liberado por não ter envolvimento no caso.

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