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PRESOS

PF prende pai e filho acusados de serem doleiros do narcotraficante Cabeça Branca

Hamilton foi preso no condomínio de luxo Setvillage 1, na Vila Nasser

15 maio 2018 - 13h30Por Da redação

Hamilton Brandão de Lima e Pedro Araújo Mendes Lima foram presos nesta terça-feira (15), pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, suspeitos de lavar dinheiro para Luiz Carlos da Rocha, o ‘Cabeça Branca’, um dos maiores narcotraficantes do Brasil. Segundo o site Midiamax, pai e filho, que foram presos em Campo Grande e Dourados, respectivamente, e segundo a PF, integravam uma rede de doleiros que lavava dinheiro para o narcotraficante.

Eles eram os responsáveis por lavar parte dos U$S 140 milhões de dólares movimentados pela quadrilha. Além de mandar o dinheiro para o exterior e converter o dinheiro em real, a dupla também comprava imóveis para Cabeça Branca.

Os dois estão entre os oito presos durante a Operação Efeito Dominó, deflagrada em seis Estados e o Distrito Federal, que teve como objetivo desmontar a rede de lavagem de dinheiro montada pelo narcotraficante.

Hamilton foi preso no condomínio de luxo Setvillage 1, na Vila Nasser, e seu pai Pedro foi preso em Dourados. Com eles, os policiais apreenderam R$ 27 mil em dinheiro e dois carros de luxo.

Segundo informações da Polícia Federal, os dois emprestavam os nomes para ‘Cabeça Branca’ comprar propriedades, como fazendas de gado e de soja.

A quadrilha movimentava U$S 140 milhões de dólares com o tráfico internacional de drogas. Entre 2014 e 2017 foram apreendidas 27 toneladas de cocaína. A droga era enviada para a Europa. A operação desta terça-feira (15) apreendeu mais de R$ 200 milhões em imóveis que estavam em nome de laranjas.

Sobre

A operação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum após as investigações que começaram em 2017. No total, 90 policiais cumpriram 26 mandados, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, e três de prisão temporária.

Operação cumpriu mandados nas cidades de Dourados, Amambai, e na Capital em Mato Grosso do Sul. A ação também foi desenvolvida simultaneamente no Rio de Janeiro, Ceará, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal.

Durante as investigações foi detectada uma complexa e organizada estrutura para a lavagem de dinheiro vindos do tráfico internacional de drogas. Com as investigações foi verificada a ação direta de doleiros e de duas operadoras financeiras, conhecidos da Polícia Federal da Operação Farol da Colina e Operação Lava Jato.

Um dos alvos é o doleiro Carlos Alexandre, o Ceará, delator da Lava Jato. “Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à “quebra” do acordo firmado”, diz a nota da PF.

Dois doleiros tinham atuação “concreta e direta” com o grupo criminoso. Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e na Lava Jato. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de investigações pela mesma prática criminosa.

 

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