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Essa foi a segunda e a maior incineração de drogas realizada em Coronel Sapucaia em todos os tempos na história do município

17 julho 2012 - 16h10
Agazetanews

Mesmo com o tempo chuvoso, a Polícia Civil incinerou, na manhã dessa segunda-feira, 16 de julho, em Coronel Sapucaia, 6.784 toneladas de drogas.

A previsão inicial era a destruição de 9,6 toneladas, mas os cálculos foram refeitos e a quantidade legalmente liberada para destruição foi reduzida.

O entorpecente, a grande maioria maconha, que foi incinerada na caldeira de uma fecularia situada na zona rural do município, é resultado de apreensões realizadas pelas polícias, Civil, Militar, Militar Rodoviária Estadual (PRE) e pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na cidade e nas rodovias sob jurisdição da Delegacia de Polícia Civil de Coronel Sapucaia nos últimos meses.

A solenidade, que teve a frente da coordenação a delegada titular de Polícia Civil em Coronel Sapucaia, Dra. Marina Lemes Monteiro, contou com a presença de autoridades, entre elas o juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Amambai, Comarca a qual o município de Coronel Sapucaia pertence, Dr. Ricardo da Mata Reis, que inclusive foi quem autorizou a incineração da droga, que desde a apreensão estava armazenada em local impróprio, dentro das dependências da Delegacia de Polícia Civil local, situada na linha que separa Brasil e Paraguai.

Transporte teve forte aparato de segurança

Um forte aparato de segurança, com a participação das polícias, Civil e Militar de Coronel Sapucaia, do PEFRON (Policiamento Especializado de Fronteira) da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, com sede em Amambai e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), foi montado para realizar o transporte do entorpecente do prédio da Delegacia, onde estava armazenada, até o local da incineração e a destruição da droga.

A ação também teve o apoio do Exército Brasileiro, através do 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado (17º RC Mec) com sede em Amambai, que além de escolta, forneceu o caminhão para o transporte do entorpecente e os militares para auxiliar na incineração da droga.

A maior incineração da história

Essa foi a segunda e a maior incineração de drogas realizada em Coronel Sapucaia em todos os tempos na história do município.

A primeira incineração, que também foi coordenada pela delegada, Dra. Marina Lemes, aconteceu em maio do ano passado (2011).

Na ocasião foram destruídas 2,6 toneladas de entorpecente, também fruto de apreensões realizadas no âmbito do município, que faz fronteira seca com o Paraguai.

Queima demonstra imposição do Poder Público

Para os órgãos de segurança pública do Estado, em Mato Grosso do Sul, a iniciativa de se incinerar a droga em Coronel Sapucaia demonstra a imposição do Poder Público e das forças de segurança que, apesar da fragilidade da legislação, que em muitos casos favorece a impunidade, vem fazendo seu papel e combatendo a criminalidade na região.

Em tempos passados as autoridades se quer cogitavam a realização de uma ação, com a queima de uma grande quantidade de entorpecente como essa por medo de represália dos traficantes já que grande parte do entorpecente que abastece o esquema do narcotráfico no Brasil, sobretudo a maconha, sai dessa região da fronteira com o Paraguai.

Além da delegada, Dra. Marina e do juiz, Dr. Ricardo da Mata Reis, acompanharam a incineração do entorpecente, na manhã nessa segunda-feira em Coronel Sapucaia, o delegado regional de Polícia Civil da Delegacia de Ponta Porã, Dr. Sandro Márcio Pereira, o comandante do 3º Pelotão de Polícia Militar de Coronel Sapucaia, Tenente Yuri Fernandes de Souza, membros da Vigilância Sanitária de Coronel Sapucaia e representantes da sociedade local.

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