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PONTA PORÃ

Polícia Civil prende mulher que forjou o sequestro do próprio neto

24 setembro 2020 - 17h15Por PC-MS

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro - Garras e de policiais lotados na Regional de Ponta Porã conseguiram resgatar uma criança de 5 meses de idade que havia sido vítima de sequestro na cidade de Ponta Porã, nesta quarta-feira (23).

Conforme registro feito na tarde de ontem, na 1ª DP da cidade, o pai da criança teria recebido uma mensagem a partir de um número de telefone do Paraguai, com uma foto de seu filho e a seguinte frase: “Opa vamos negociar, eu tenho o que você precisa e você tem o que eu preciso”. Logo em seguida, o mesmo teria feito uma ligação para este número onde sua mãe (que também teria sido sequestrada) foi colocada para falar e provar a autenticidade do sequestro, uma vez que a mesma estava cuidando do filho do comunicante.

De imediato, o pai da criança foi até a residência de sua mãe para averiguar o que estava acontecendo e não encontrou ninguém. No mesmo momento ele recebeu uma mensagem que pedia a quantia de R$ 59 mil e que não era para envolver a polícia.

Policiais do Garras foram acionados no início da noite (23), pela Delegacia de Ponta Porã e com base nas informações colhidas conseguiram identificar a autora e montaram uma vigilância para o pagamento.

No momento e local marcado para o pagamento do resgate, os policiais civis abordaram o táxi onde a avó da criança estava e foram comunicados pelo taxista que uma criança havia sido deixada em uma loja no centro da cidade.

A suspeita, de 44 anos, teria simulado o sequestro na tentativa de extorquir o próprio filho.

No local, os policiais localizaram a criança com a nora da suspeita, que relatou não saber do sequestro e que sua sogra tinha pedido que cuidasse da criança enquanto ia realizar um pagamento.

Dois celulares da autora, inclusive o que foi comprado para simular o sequestro, foram localizados dentro do veículo e apreendidos.

Os policiais seguem em diligências visando identificar outros integrantes da quadrilha. A avó da criança será indiciada pelo crime de extorsão mediante sequestro, cuja pena é de 8 a 15 anos de prisão.

Garras

A Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro – Garras possui em seus quadros policiais civis treinados e preparados para situações como esta, capacitados pela Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo, que é referência nesse tipo de ocorrência.

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