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ASSASSINATO

Polícia encontra mais dois corpos e vítimas de pedreiro suspeito de ser assassino em série sobem para 7

17 maio 2020 - 11h00Por G1 MS

Foram encontrados, na noite desta sexta-feira (15) e na manhã deste sábado (16), corpos de duas possíveis vítimas do pedreiro Cléber Carvalho de Souza, de 43 anos, suspeito de ser assassino em série em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. De acordo com a polícia, o homem confessou os homicídios, que se somam a outros cinco supostamente cometidos pelo pedreiro.

Conforme a polícia, o corpo da sexta vítima foi encontrado enterrado próximo ao local da cova improvisada de uma das vítimas do autor dos crimes, no bairro Recanto dos Pássaros. Já a sétima vítima foi encontrada em um poço de 15 metros de profundidade após vizinhos, no bairro Corumbá, sentirem um cheiro forte vindo do quintal de uma casa.

O sétimo corpo foi identificado como sendo de Timótio Pontes Roman, de 62 anos. De acordo com a família do idoso, ele teria contratado o pedreiro suspeito do crime para um serviço na calçada. Timótio morava sozinho e estava desaparecido há mais de dez dias. À polícia, Cléber confessou mais este homicídio e disse que queria ficar com a casa da vítima.

A motivação do suspeito foi a mesma do primeiro assassinato descoberto pela polícia, no último dia 2. De acordo com a esposa e a filha do suspeito, que também estão presas, Cléber matou o comerciante José Leonel Ferreira Santos, de 61 anos e ficou com a residência do idoso, onde elas estavam morando. A família do comerciante estranhou o sumiço dele e, cinco dias depois do crime, ao encontrar outras pessoas morando na casa, acionou a polícia.

Desde então, a Polícia Civil de Campo Grande procurava o suspeito. De acordo com o delegado Carlos Delano, responsável pelas investigações, o pedreiro foi preso nesta sexta-feira, na casa de um parente no Jardim Campo Belo, região norte da cidade. Inicialmente, ele confessou o assassinato de José Leonel e outros quatro crimes, que se somaram a outros dois até a tarde deste sábado.

Os homicídios teriam acontecido entre 2016 e 2020 e, segundo o delegado, aconteceram de formas parecidas. "As vítimas eram pessoas que estavam trabalhando com ele. O suspeito alega que foram desentendimentos no trabalho que ocasionaram a ação dele matar, em todas elas com golpes de algum objeto na cabeça da vítima", afirma.

Conforme Delano, Cléber apontou os locais onde enterrou algumas das vítimas e não demonstrou arrependimento. "Ele fala tranquilamente sobre os crimes e não mostra abalo nenhum ao falar dos assassinatos", finaliza.

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