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Polícia identifica jovem morta e diz que o crime foi a mando do namorado

20 setembro 2012 - 15h10
G1


A execução de Darlen Hellen de Souza, 38 anos, identificada pela polícia como a mulher morta a tiros em uma estrada vicinal de Campo Grande, foi ordenada pelo namorado dela de dentro do Presídio de Segurança Máxima, conforme informou nesta quarta-feira (19) o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH), Edilson dos Santos Silva.

Everton Rodrigues, 28 anos, confessou o crime à polícia e afirmou que o motivo foi passional, de acordo com o delegado. Em depoimento, Rodrigues disse que descobriu traição da vítima no domingo (16) enquanto recebia visita dela na penitenciária, por isso resolveu matá-la.

Ao G1, o suspeito não quis falar sobre o caso. “Só falo perante ao juiz, não tenho nada a declarar”, afirmou.

O corpo de Darlen foi encontrado na manhã da última segunda-feira (17) na estrada de acesso ao aeroporto Santa Maria, próxima ao macroanel rodoviário, região do bairro Itamaracá, sudeste da cidade. Na ocasião, a perícia averiguou que ela foi morta com três disparos na cabeça, nas costas e na mão.

Segundo Silva, a identificação da vítima foi mais difícil porque ela era de Cuiabá. “A partir da identificação pelas impressões digitais, foi possível ver que ela fez visita para o Everton na Máxima. Ele confessou que tomou a decisão de matá-la e usou celular para dar ordem de execução para um comparsa”, explicou.

Para atrair Darlen, Rodrigues teria dito para ela pegar um dinheiro com o comparsa, conforme o titular da DEH. No encontro, o suspeito levou a vítima para a estrada onde cometeu o crime.

O delegado disse que o objetivo agora é encontrar quem fez os disparos. Segundo ele, o inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias.


Antecedentes

Segundo a Polícia Civil, a vítima respondia por vários crimes em Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Por conta de roubos em território paulista, Darlen ainda tinha dois mandados de prisão em aberto. Ela tem um filho que está preso em Amambai,por tráfico de drogas desde julho deste ano.

Ainda de acordo com a polícia, o namorado da mulher cumpre pena na Máxima também por tráfico de drogas e já foi processado anteriormente por homicídio doloso e porte ilegal de arma.

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