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Policial executado na Capital também matou jovem em Ponta Porã

Policial executado na Capital também matou jovem em Ponta Porã

05 outubro 2011 - 08h35
Mercosulnews

O soldado aposentado da Polícia Militar Humberto Aparecido Rolón, de 41 anos, executado a tiros no início da semana em uma borracharia de Campo Grande, já havia matado uma pessoa em Ponta Porã. Consta nos autos que no dia 14 de junho de 2003, por volta das 3h, o policial se envolveu em uma briga no Clube de Laço ‘Lino do Amaral Cardinal’, na BR-463, onde ocorria um baile.

Na confusão, o militar sacou da arma, um revólver calibre 38 pertencente à carga da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e disparou contra o jovem João Paulo Ferreira da Silva, que morreu no local. Posteriormente, evadiu-se do local do crime para escapar de ser preso em flagrante delito, apresentando-se no 4º Batalhão da PM dois dias depois do homicídio, munido de um atestado médico com data retroativa.

Era uma tentativa de justificar a falta ao serviço, pois estava escalado e faltou sem prévia autorização de superior hierárquico, por escrito. Sem apresentar justificativa, sua atitude deixou de observar lei e regulamento, por estar em lugar diverso e indevido, não acatar ordem recebida de seu superior hierárquico e utilizar revólver pertencente à Polícia Militar Estadual, fora de serviço e sem autorização.

Após se apresentar, o policial foi transferido para Campo Grande, tendo em vista o clima de revolta da família da vítima. Por ter se envolvido em fato que denigre a imagem da corporação, causando prejuízo irreparável e por ter empreendido fuga após o crime, Humberto Rolón foi condenado a uma pena de 4 meses de detenção em regime aberto por infração ao artigo 324 do Código Penal Militar.

Mesmo respondendo pelo crime de homicídio, Rolon apelou da sentença da corporação tentando reformar decisão da Justiça Militar. Não conseguiu mudar , por haver certeza na culpabilidade do recorrente em seu enquadramento no artigo 324 do Código Penal Militar complementado pelo Estatuto dos Policiais Militares (Lei Complementar n. 053/90).

O processo correu na 1ª Turma Criminal de Campo Grande, tendo como relator o desembargador João Batista da Costa Marques. Em favor de Humberto (apelante) atuou o defensor público Eugênio Luiz Dameão e na acusação o Ministério Público Estadual, através do então promotor de Justiça Gerardo Eriberto de Morais.

A Procuradoria Geral de Justiça opinou, em seu parecer, pelo improvimento do recurso. “Não há de se falar em absolvição quando a decisão encontra-se em sintonia com o conjunto probatório contido nos autos, bem como quando se nota que o juízo singular apreciou as provas como um aglomerado e corretamente concluiu”, decidiu a 1ª Turma Criminal da Capital, em decisão no dia 4 de julho de 2006.

JARDIM

Seis meses depois de assassinar João Paulo no Clube do Laço em Ponta Porã, Humberto Rolón voltou a matar. O Ministério publico Estadual denunciou o policial em 2003, como um dos autores da execução do jovem Altair Cavalheiro Flores Neto, o 'Neto Ferro', no dia 21 de dezembro de 2003, em Jardim (MS).

De acordo com a denúncia, os policiais militares Humberto Aparecido Rolon, Celso Rodrigues Romeiro, Carlos Icassatti e Miguel Icassati foram contratados pelo ex-comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Porã, Gibson de Jesus Maroni Cabral para cometer o crime.

A execução teria sido encomendada, segundo o MPE, porque Altair teria se desentendido, em Jardim, com o filho do ex-comandante, Bruno de Matos Maroni. Ele foi assassinado com mais de 20 tiros de revólver calibre 38 e pistola 9mm. Em 2010, Rolon entrou com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado. Ele pedia R$ 200 mil.

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