Menu
Busca quarta, 30 de setembro de 2020
CAMPANHA SETEMBRO 15 á 30/09/2020
POLÍCIA

Polícias fazem operação contra grupo que estaria ligado a execuções em MS; delegado é um dos presos

Há diversas equipes nas ruas. Uma delas em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

18 junho 2020 - 09h30Por G1MS

Polícias de Mato Grosso do Sul fazem nesta quinta-feira (18) operação que teria como alvos pessoas ligadas a um grupo suspeito de execuções no estado. Segundo as primeiras informações, há diversas equipes nas ruas de vários municípios para cumprir mandados expedidos pela Justiça. Esta seria a terceira fase da operação Omertá.

Um delegado de Polícia Civil lotado em Campo Grande está entre os presos na operação. Entre os locais em que a ação é realizada está também uma residência de luxo em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Na entrada do imóvel, há diversos policiais armados com fuzis e viaturas.

Operações

A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.

Na segunda fase, em março de 2020, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apreendeu arma no apartamento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-deputado estadual, Jerson Domingos, em Campo Grande.

Execuções

A suspeita é que o grupo tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

A última morte atribuída ao grupo é do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.

Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Líbano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertà.

Milícia

A chefia do grupo é atribuída pela polícia ao empresário Jamil Name, seguida do filho dele, Jamil Name Filho. Ambos e mais um policial suspeito de envolvimento na milícia estão presos desde a primeira fase da operação Omertá e estão no Presídio Federal de Mossoró.

Um suposto plano da milícia do jogo do bicho para matar um promotor de Justiça e um delegado que comandaram as investigações que desarticulou o grupo em Mato Grosso do Sul foi descoberto em um pedaço de papel higiênico em uma cela do presídio onde os três estão.

Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Justiça Federal manda soltar acusados de invadir celular de Moro
ECONOMIA
Antecipação do INSS poderá ser pedida sem limitação de distância
ECONOMIA
Déficit primário do Governo Central atinge R$ 96,1 bilhões em agosto
NOTÍCIAS
1ª Câmara Cível considera regular a devolução de bem à revendedora