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Promotor diz que escola poderia expulsar estudante que matou diretor

04 julho 2012 - 16h30
Novanews


O promotor da Vara da Infância e Juventude de Nova Andradina, Ricardo Benito Crepaldi, afirmou que a escola em que o estudante que confessou matar o diretor Delmiro Salvione Bonin, tinha autonomia para expulsar o aluno. O crime aconteceu na última quinta-feira (28) na escola municipal Professor Luiz Claudio Josué, no distrito de Nova Casa Verde. O prédio da unidade de ensino comporta alunos das redes municipal e estadual.

Acompanhado pela juíza da comarca de Nova Andradina, Jaqueline Machado, o servidor enfatizou que não existe nenhuma liminar da Justiça determinando a permanência do estudante no colégio, após o mesmo ter agredido um colega de escola com um estilete.

O promotor comentou que esteve na escola na segunda-feira (02) e solicitou uma cópia do suposto documento. "Não tinha papel nenhum, nada", enfatizou.

Para o servidor, as acusações feitas por professores durante entrevistas não estavam devidamente embasadas.

"Quem errou, e errou feio, foi a escola. Me disseram que a mãe do garoto disse que tinha uma liminar, mas em momento nenhum eu fiz isso, nem tenho poder de dar liminar", argumentou Crepaldi.

Crepaldi acrescentou que, em reunião com educadores no último dia 19 de junho, foi apenas citado que um dos alunos possuía problemas na comunidade escolar. A reunião foi registrada em ata e, durante a ocasião, o promotor havia relembrado que o colégio possui autonomia para realizar expulsões quando for o caso. ''Eu conversei com todos os diretores estaduais'', descreveu.

O promotor acredita que o fato deve ser avaliado de maneira isolada. "Tratamos de alunos piores, assassinar um diretor foi um fato isolado", ponderou. Crepaldi disse ainda que chegou a solicitar um histórico do jovem. "Não quero culpar a unidade, mas o que vi foi apenas um termo de advertência duas suspenções, mas nada de histórico", pontuou.

Tanto para o servidor, quanto para a magistrada, a unidade escolar deveria ter encaminhado um histórico do adolescente ao Ministério Público Estadual para que então fossem tomadas as devidas providências.

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