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INVESTIGAÇÃO

Servidora desaparecida foi morta e o corpo incinerado, acredita polícia

06 setembro 2019 - 14h00Por Da Redação

Após semanas de investigação do desaparecimento de Nathália Alves Corrêa Baptista, 27 anos, realizadas em conjunto pela Delegacia da Polícia Civil de Porto Murtinho e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH), na quinta-feira (5), foi realizada a reprodução simulada dos fatos, que comprovam a morte da servidora pública.

A reprodução realizada com a presença de peritos criminais do Instituto de Criminalística de Campo Grande, foi feita com base nos depoimentos de uma das suspeitas do crime, Regiane Marcondes Machado, 33 anos, que acabou confessando parcialmente seu envolvimento e dando alguns detalhes da morte.

A vítima foi vista pela última vez por volta das 20h30 do dia 15 de junho, na casa de uma amiga, para a qual teria dito que iria em uma pousada de Porto Murtinho, encontrar com José Romero, 37 anos, com quem mantinha um relacionamento. Depois disso, como Nathália não retornou para casa, a família procurou a polícia para denunciar o desaparecimento.

Conforme informado por Regiane, que também mantinha um relacionamento com José, as duas haviam se desentendido meses antes e que no dia em que Nathália desapareceu, ela foi chamada na pousada pelo amante, que era administrador do local, onde já teria encontrado a vítima sem vida.

Regiane afirma que para e proteger o amante, ajudou no transporte do corpo para uma residência do Bairro Nossa Senhora Aparecida, em Porto Murtinho, onde foi incinerado, pelo casal, sob forte combustão e por várias horas.

As cinzas mortuárias da vítima teriam sido armazenadas em sacos e vasilhames e em seguida jogadas no rio Paraguai, na tentativa de ocultar o crime. O local onde o corpo foi queimado foi concretado, com a construção de uma pequena área de lazer.

Durante a reprodução simulada realizada pelos delegados Márcio Shiro Obara, da DEH e João Cléber Dorneles, da DP de Porto Murtinho, responsáveis pelo caso, o concreto foi quebrado e peneirado pelos peritos criminais, que localizaram alguns vestígios que podem ser restos mortais de Nathália.

Conforme os delegados, Regiane confessa somente parte do crime, alegando que apenas ajudou no transporte do corpo e na incineração, que segundo ela teve participação de José, o qual aponta como o responsável pela morte de Nathália. Porém, a Polícia Civil não descarta o envolvimento da acusada na morte da vítima.

Ainda conforme os delegados Shiro Obara e João Cléber, o suspeito José Romero, preliminarmente, nega qualquer envolvimento no crime, atribuindo morte e ocultação de cadáver à Regiane, que teria sido auxiliada por um terceiro desconhecido.

Diante dos fatos, Regiane que já estava presa temporariamente, por suspeita de envolvimento no sumiço e morte de Nathália, foi indiciada por destruição, subtração e ocultação de cadáver. O suspeito José Romero, também teve a prisão temporária decretada e segue preso, à disposição da Justiça.

Os vestígios coletados nesta quinta-feira serão encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Mato Grosso do Sul (IMOL) e ao Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande, onde serão periciados.

O caso só deve ser concluído quando os laudos periciais estiverem prontos e, após a realização de novas diligências, uma vez que não está descartado o envolvimento de outras pessoas no crime.

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