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POLÍTICA

Corrida ao Senado envolve, além de titulares, 24 suplentes em MS

Indicações entraram no radar de alianças entre partidos e atraem de vereadores a ex-prefeito e profissionais liberais

09 agosto 2018 - 13h30Por Da redação

O cargo pode ser comparado ao de um vice, afinal, o ocupante só responderá pelo mandato se o titular se afastar. Tal perspectiva, porém, tem sido suficiente para alçar o posto de suplente de senador a um dos mais importantes nas negociações de alianças –afinal, um dos senadores que neste ano tentará a reeleição depois que o eleito foi cassado–, atraindo profissionais liberais (como advogados, produtores rurais e empresários) e políticos com ou sem mandato.

Os 12 candidatos a senador pré-aprovados até aqui poderão indicar, ao todo, 24 suplentes. As vagas entraram na rota das articulações políticas, atraindo aliados e permitindo palanques em diferentes regiões do Estado ou interlocução com determinados segmentos. As indicações deveriam ser finalizadas em 5 de agosto, data limite para realização das convenções partidárias, mas diante da possibilidade de substituições, acabarão confirmadas no dia 15, com o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

A lista de suplentes é dominada por profissionais liberais (13). Também há políticos com mandato ou que deixaram os cargos recentemente –há 4 vereadores, uma ex-vereadora e um ex-prefeito. Entre eles, há quem tenha expectativa é de participação na campanha majoritária. “Estamos envolvidos totalmente”, garante Meire Xavier, vice-presidente regional do PMB e primeira suplente na chapa ao Senado do partido. A segunda vaga é de Gislaine Rocha, primeira-dama de Mundo Novo (a 476 km da Capital).

A suplência também reflete os arcos de aliança nas chapas majoritárias, não envolvendo apenas políticos de um mesmo partido. Marcelo Miglioli (PSDB), candidato ao Senado, terá suplentes do PSB (o Pastor Antônio Dionizio) e do PSD (a presidente da Câmara de Dourados, Daniela Hall); enquanto Nelsinho Trad, do PTB, fechou parcerias com o DEM (José Chagas e Terezinha Bazé).

O passado recente da política estadual também indica que há espaço para suplentes assumirem os cargos no Senado. Delcídio do Amaral (PTC), cassado pelo Senado em 2016, foi substituído pelo primeiro suplente, Pedro Chaves (PRB), que hoje tenta a reeleição e terá suplentes do mesmo partido –os vereadores Gilmar da Cruz, da Capital, e Angelo Mendes, de São Gabriel do Oeste. Em 2006, o ex-petista se licenciou do mandato para concorrer ao governo.

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